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Paraná lidera movimento por Plano Safra recorde de R$ 670 bilhões para o ciclo 2026/2027

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O setor agropecuário do Paraná unificou o discurso e enviou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) uma proposta ambiciosa para o próximo ciclo produtivo. O estado pleiteia que o Governo Federal disponibilize R$ 670 bilhões para o Plano Safra 2026/2027 — um salto de 13% em relação ao montante do período anterior.

A proposta não foca apenas no volume de recursos, mas também em um alívio financeiro direto ao produtor: o documento sugere uma redução de três pontos percentuais nas taxas de juros, ajustando o crédito à tendência de queda da taxa Selic prevista para os próximos meses.

A Radiografia do Pedido

O montante bilionário foi detalhado para atender desde o pequeno agricultor até as grandes cooperativas. A divisão sugerida pelas entidades paranaenses é:

  • Custeio e Comercialização: R$ 486,3 bilhões.
  • Investimentos: R$ 183,7 bilhões.

Dentro dessa estrutura, o Paraná propõe subvenções específicas para diferentes perfis:

  1. Pronaf (Agricultura Familiar): R$ 95 bilhões.
  2. Pronamp (Médio Produtor): R$ 85 bilhões.
  3. Demais produtores e cooperativas: R$ 490 bilhões.

Juros em Foco: A Luta pela Rentabilidade

Com a previsão de que a Selic encerre 2026 em torno de 12,25% e recue para 10% em 2027, as lideranças do estado argumentam que manter as taxas atuais sufoca a produção. “As margens hoje na agricultura são mínimas”, pontuou José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar.

CategoriaJuros 25/26 (Atual)Proposta 26/27
Pronaf0,5% a 8%0,5% a 5%
Pronamp10%7% a 9,5%
Demais Produtores14%7,5% a 10%

Além dos juros, o documento reforça a necessidade de aportes em programas estratégicos como o Moderfrota (maquinários), PCA (armazéns) e o Seguro Rural, essencial para a estabilidade do campo.


Clima e Endividamento: O “Socorro” Necessário

Um dos pontos mais sensíveis da proposta paranaense trata das adversidades climáticas. O documento pede medidas emergenciais para evitar a insolvência de produtores castigados pelo clima, incluindo:

  • Prorrogação de financiamentos de custeio por 12 meses.
  • Adiamento de parcelas de investimentos que não puderam ser quitadas.
  • Criação de uma linha de crédito emergencial para recomposição de capital de giro.

“É fundamental que o governo implemente mecanismos de apoio aos produtores impactados, com foco na readequação das dívidas”, destaca o documento assinado em conjunto pela Seab, IDR-Paraná, Faep, Fetaep e Ocepar.

O secretário da Agricultura do Paraná, Marcio Nunes, ressaltou que a integração das entidades fortalece o pedido junto ao governo federal e à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), liderada pelo deputado Pedro Lupion. O objetivo é garantir que o Paraná, como um dos motores do agronegócio brasileiro, tenha fôlego financeiro para seguir batendo recordes de produtividade.

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