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Horror em Rolândia: Mulher é resgatada após 18 dias de tortura e cárcere privado

Foto: RPC

Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão em flagrante de um homem acusado de submeter a própria esposa a um cenário de horror por quase três semanas em Rolândia, no norte do Paraná. A vítima, que sobreviveu a 18 dias de isolamento e agressões sistemáticas, foi encontrada em estado gravíssimo e luta pela vida em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O Cenário do Crime

A investigação, liderada pela delegada Keyane Harshe Frizon, revelou detalhes perturbadores sobre o cotidiano de violência na residência do casal. Motivada por um ciúme doentio, a tortura incluía:

  • Privação alimentar: A mulher apresentava sinais claros de desnutrição.
  • Violência física extrema: Fraturas nas costelas, cortes profundos e hematomas por todo o corpo.
  • Cenário de guerra: No local, a polícia encontrou vestígios de sangue no colchão e cacos de vidro espalhados, evidenciando a dinâmica das agressões.

O Resgate e a Prisão

O caso só chegou ao conhecimento das autoridades após o suspeito levar a esposa à casa de um familiar na última quinta-feira (5). Diante do estado deplorável da vítima, o parente a socorreu imediatamente para um hospital em Cambé. Foi de lá que partiu a denúncia que levou os agentes até o agressor.

No momento da abordagem, o homem apresentava sinais de embriaguez e, em depoimento, negou qualquer responsabilidade pelos ferimentos. No entanto, as evidências colhidas no imóvel contradizem sua versão.

Impacto Familiar e Desdobramentos

Um dos pontos mais sensíveis da investigação agora foca na filha do casal, de apenas 9 anos. A polícia apura se a criança presenciou as sessões de tortura, o que agrava ainda mais o impacto psicológico do crime.

O agressor permanece detido e responderá por uma combinação pesada de crimes:

  1. Tentativa de feminicídio
  2. Cárcere privado
  3. Tortura

Nota: Casos como este reforçam a importância da denúncia. Se você suspeita de violência doméstica, ligue para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar).

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