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Em um movimento estratégico para desafogar o trânsito urbano e fortalecer o escoamento de safra no Paraná, o presidente Lula assinou nesta quinta-feira a ordem de serviço para o início das obras do Contorno Sul Metropolitano de Maringá. O investimento de R$ 409 milhões faz parte de um pacote de infraestrutura que visa retirar o fluxo de veículos pesados de dentro da cidade.
A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, também destravou outro gargalo histórico: a pavimentação de 37 quilômetros da Estrada Boiadeira (BR-487), entre Serra dos Dourados e Cruzeiro do Oeste. Com aporte de R$ 321,2 milhões, este trecho é a peça final que faltava para conectar o Mato Grosso do Sul ao Porto de Paranaguá via Campo Mourão.
Entenda a diferença: Contorno Sul vs. Contorno Sul Metropolitano
Embora os nomes causem confusão entre os moradores e motoristas da região, os projetos possuem naturezas distintas:
- Contorno Sul (Av. Prefeito Sincler Sambatti): Com 12 km de extensão, já é uma realidade no cotidiano de Maringá. Funciona hoje como uma via urbana de fluxo misto, atendendo trabalhadores e estudantes que circulam entre Maringá, Sarandi, Paiçandu e Marialva. No entanto, o excesso de caminhões compromete a mobilidade local.
- Contorno Sul Metropolitano (A Nova Obra): Terá 19 quilômetros no total. Seu foco é exclusivamente rodoviário, servindo como uma alternativa externa para carretas e caminhões de carga pesada, de forma semelhante ao que já ocorre no Contorno Norte.
As Fases do Projeto
A execução será dividida para garantir a viabilidade do trecho mais crítico:
- Etapa Inicial (13 km): Conecta a saída para Paranavaí (BR-376) até a saída para Campo Mourão (PR-317). É o segmento que exige maior investimento técnico e financeiro.
- Expansão: Após a conclusão da primeira fase, a via será estendida até o município de Marialva, totalizando os 19 km previstos.
Impacto Regional: A conclusão simultânea do Contorno Metropolitano e da Estrada Boiadeira posiciona a região de Maringá como um dos eixos logísticos mais eficientes do Sul do país, integrando diretamente as áreas produtoras de grãos aos terminais portuários.