
Foto: SESA
O início de 2026 traz um alento para a saúde pública do Paraná. Dados recentes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) revelam uma tendência de queda tanto nas notificações quanto na letalidade da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O Cenário em Números
Até a oitava semana epidemiológica deste ano, o estado apresentou uma melhora significativa nos indicadores de saúde respiratória:
| Categoria | Jan/Fev 2025 | Jan/Fev 2026 | Variação |
| Casos de SRAG | 2.322 | 2.100 | – 9,56% |
| Óbitos | 150 | 91 | – 39,33% |
Alerta para a Sazonalidade: O Outono se Aproxima
Apesar dos números positivos, o governo estadual mantém o sinal de alerta. Com o início do outono marcado para o dia 20 de março, a queda das temperaturas e a tendência de maior aglomeração em ambientes fechados criam o cenário ideal para a propagação de vírus.
O secretário de Saúde, Beto Preto, ressalta que a rede pública (SUS e UPAs) ainda não sente uma pressão extraordinária, mas o monitoramento é rigoroso.
“A redução nos registros e, principalmente, nos óbitos é um dado importante, mas seguimos atentos. A chegada do outono costuma favorecer a circulação viral”, pontua o secretário.
Guia de Proteção: Como se prevenir
A SRAG é uma condição séria que exige internação e apresenta sintomas como febre, tosse e dificuldade para respirar (baixa saturação). Para evitar o agravamento do quadro epidemiológico, a Sesa reforça as seguintes medidas:
- Vacinação: Manter o esquema vacinal atualizado é a barreira mais eficaz.
- Higiene: Lavar as mãos frequentemente e evitar tocar o rosto.
- Ventilação: Manter janelas abertas para circulação de ar, mesmo em dias frios.
- Etiqueta Respiratória: Cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar; não compartilhar objetos pessoais (copos e talheres).
- Isolamento: Pessoas com sintomas devem se afastar de escolas ou trabalho por pelo menos 24 horas após o fim dos sintomas.
Atenção: Grupos vulneráveis — como idosos, crianças e doentes crônicos — devem buscar assistência médica imediata ao primeiro sinal de agravamento dos sintomas.