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Inclusão Digital: Brasil ultrapassa a marca de 100 mil escolas públicas com internet de alta velocidade

Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

O sistema público de ensino do Brasil alcançou um marco histórico na universalização do acesso à tecnologia. Segundo dados recentes do Indicador Escolas Conectadas (Inec), o país ultrapassou a barreira das 100 mil instituições de ensino público com acesso gratuito à internet de alta velocidade. Ao todo, 100.720 escolas já operam dentro dos padrões de qualidade técnica e pedagógica estabelecidos pelo governo federal.

O avanço é impulsionado pela Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), uma ação conjunta dos ministérios da Educação e das Comunicações, realizada em parceria com estados e municípios. A execução técnica dos trabalhos fica a cargo da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE).

O objetivo do programa é arrojado: conectar 100% das 138 mil escolas públicas de educação básica do país até o encerramento de 2026. Com os números atuais, o Brasil já atinge 72,9% de cobertura da meta estipulada.


Aceleração dos Índices de Conectividade

A evolução dos dados mostra que o ritmo de instalação da infraestrutura acelerou significativamente nos últimos três anos. O salto na conectividade escolar desenhou o seguinte cenário:

PeríodoPercentual de Escolas Conectadas (Padrão Inec)
Ano de 202345,4%
Dezembro de 202457,3%
Dezembro de 202569,7%
Abril de 202672,9%

“Esse é um momento histórico para a educação e para a inclusão digital do Brasil”, destacou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho. O chefe da pasta reforçou que o avanço é fruto de um esforço estrutural iniciado em 2023 e que a medida é fundamental para reduzir as disparidades educacionais, abrindo novas frentes de oportunidade e emprego para jovens de áreas vulneráveis.


O Desafio Superado na Região Norte

O impacto da estratégia é ainda mais evidente na Região Norte, área que historicamente enfrenta complexos desafios logísticos e geográficos para a universalização de serviços básicos.

Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas nortistas contavam com conexões consideradas adequadas. O panorama mudou drasticamente: o índice saltou para 36,7% (2024), atingiu 60,5% (2025) e, em abril deste ano, fixou-se em 64,3%. O crescimento proporcional na região foi o maior registrado no país, mitigando o isolamento digital de comunidades antes integradas de forma precária à rede.


Foco no Wi-Fi e no Uso Pedagógico

O Ministério da Educação enfatiza que o foco do programa vai além de simplesmente “levar o cabo de internet” até os prédios escolares. A prioridade está na qualidade da distribuição do sinal, garantindo redes Wi-Fi robustas e estáveis que cubram as salas de aula de maneira efetiva.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, explicou que a intenção central é garantir a igualdade de oportunidades por meio do uso pedagógico da tecnologia. Com a infraestrutura adequada, as unidades ganham autonomia para utilizar:

  • Plataformas educacionais modernas;
  • Ambientes de aulas digitais e ferramentas interativas;
  • Recursos de inovação e laboratórios virtuais;
  • Programas contínuos de capacitação digital para o corpo docente.

Com o cronograma atual mantido, as frentes de trabalho estatais concentram esforços nos cerca de 27% restantes das unidades escolares para cumprir a meta de universalização total até o final do ano.

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