Centenas de atletas, milhares de horas de treinos e uma medalha olímpica inédita. Uma parte importante da conquista da equipe de ginástica artística brasileira, que ganhou o bronze na disputa feminina por equipes na Olimpíada de Paris, passa pelo Centro de Excelência em Ginástica do Paraná (Cegin), em Curitiba.

O Brasil ainda tem chance de aumentar o quadro de medalhas da ginástica em Paris. No sábado (3), Rebeca Andrade compete a final do salto. Na segunda-feira (5), Júlia Soares participa da competição da trave e Rebeca se apresenta na trave e no solo.
O centro se transformou em um dos grandes palcos da ginástica artística brasileira na virada dos anos 2000, quando o espaço foi construído pelo Governo do Estado e abrigou os treinadores recém-chegados da Ucrânia, Oleg Ostapenko e Iryna Ilyashenko.
Os dois profissionais foram contratados pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), que durante a década de 1990 tinha mudado sua sede para Curitiba. Com a chegada deles, o centro abrigou, por quase uma década, a elite da ginástica artística nacional.
“De 2001 a 2008, as principais ginastas da seleção treinaram aqui de maneira permanente. Daiane dos Santos, Lais Souza, Daiane dos Santos, Jade Barbosa, além de várias outras atletas de diversas categorias”, explicou a coordenadora do Cegin, Eliane Martins.
“Foi o grande ‘boom’ da ginástica artística. Foram profissionais que se estabeleceram na cidade visando, inicialmente, os Jogos de Atenas, em 2004, mas trouxeram uma cultura de treinamento para o Brasil”, disse a presidente da FPRG, Márcia Aversani. “O Cegin tem uma grande importância para a ginástica brasileira. Além de ter uma história muito rica, da época em que a Seleção Brasileira se estabeleceu em Curitiba, ele é um grande clube formador de atletas de alto rendimento”.
No período em que Curitiba foi sede da CBG e dos treinos da equipe principal da ginástica brasileira, o país conquistou a primeira medalha de ouro em um campeonato mundial, com Daiane dos Santos, e obteve classificações históricas nos Jogos Olímpicos de Atenas e Pequim. Na Grécia, em 2004, o Brasil conseguiu pela primeira vez na história se classificar para a Olimpíada com uma equipe completa, e na China, em 2008, chegou pela primeira vez à uma final olímpica por equipes.