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Paraná assume liderança nacional na coleta de lixo em áreas urbanas

Foto: Ricardo Marajó/Prefeitura de Curitiba

O Paraná consolidou-se como a principal referência brasileira em saneamento básico no quesito gestão de resíduos. De acordo com os dados mais recentes da Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (17), o estado atingiu a marca de 98,9% de cobertura na coleta de lixo em áreas urbanas, a maior taxa registrada entre todas as unidades da federação em 2025.

Desempenho Geral e Comparativo

No cenário nacional, o Paraná também se destaca ao ocupar a segunda posição no ranking geral (que soma áreas urbanas e rurais), ficando atrás apenas de São Paulo.

  • Paraná: 92,5% de todos os domicílios atendidos (4,17 milhões de imóveis).
  • Média Brasileira: 86,9% de atendimento total.
  • Destaque Urbano: Enquanto a média brasileira de coleta urbana é de 94%, o Paraná salta para quase a totalidade, com 98,9%.

Investimento em Infraestrutura: O Projeto Patrulha Ambiental

O avanço nos índices é reflexo direto de investimentos estaduais em suporte aos municípios. Através da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) e do Instituto Água e Terra (IAT), o governo paranaense aportou mais de R$ 228 milhões em equipamentos nos últimos anos:

InvestimentoEquipamentosObjetivo
R$ 206,8 milhões733 veículos (compactadores, limpa-fossas, poliguindastes)Coleta de lixo, abastecimento e combate a incêndios.
R$ 21,5 milhões268 caçambas e poliguindastesGestão de resíduos da construção civil em 67 municípios.

Saneamento e Crescimento Habitacional

O relatório do IBGE também aponta que o Paraná vive um boom habitacional. Entre 2016 e 2025, o número de domicílios saltou de 3,7 milhões para 4,5 milhões, um crescimento de 19,3%.

Mesmo com o aumento da demanda, os indicadores de infraestrutura hídrica permanecem robustos:

  • Água Potável: 97,7% dos lares urbanos estão ligados à rede geral de distribuição.
  • Esgotamento Sanitário: 80,1% de cobertura na rede de coleta urbana.
  • Dignidade: Dos 4,5 milhões de lares, apenas uma parcela mínima (0,11%) declarou não possuir banheiro exclusivo, evidenciando o avanço das políticas de habitação e saneamento no estado.

“A gestão eficiente de resíduos não é apenas uma questão ambiental, mas de saúde pública. Os números mostram que o Paraná está conseguindo acompanhar o crescimento das cidades com infraestrutura real”, pontua a análise dos dados.

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