
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Uma grande ofensiva nacional busca atualizar a caderneta de vacinação de milhões de jovens brasileiros. A Semana de Vacinação nas Escolas, iniciada nesta sexta-feira (24), estabeleceu a meta ambiciosa de imunizar 27 milhões de estudantes da rede pública até a próxima quinta-feira, dia 30 de abril.
A iniciativa, que faz parte do Programa Saúde na Escola (PSE), foca em crianças e adolescentes entre 9 meses e 15 anos. Além disso, há um esforço direcionado para jovens de até 19 anos que ainda não receberam a proteção contra o HPV.
O que está sendo oferecido?
As equipes de saúde estão percorrendo as instituições de ensino para aplicar seis tipos essenciais de imunizantes:
- HPV (prevenção de cânceres e verrugas genitais);
- Febre Amarela;
- Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola);
- Tríplice Bacteriana (DTP);
- Meningocócica ACWY;
- Covid-19.
Importante: A vacinação no ambiente escolar só ocorre mediante a autorização expressa dos pais ou responsáveis legais.
Tecnologia a favor da prevenção
O governo federal está utilizando a tecnologia para evitar o esquecimento. O aplicativo Meu SUS Digital, que abriga a Caderneta Digital de Vacinação da Criança, agora conta com um sistema de alertas automáticos. Lançada há um ano, a ferramenta já ultrapassou 3,3 milhões de acessos, enviando lembretes personalizados de acordo com a idade do dependente.
O Brasil recupera o fôlego na imunização
Os números mais recentes mostram uma recuperação vigorosa após as quedas registradas durante a pandemia. Em 2025, todos os índices do calendário infantil subiram em comparação a 2022.
Confira o avanço das coberturas:
| Vacina | Cobertura 2022 | Cobertura 2025 |
| Tríplice Viral | 80,7% | 92,96% |
| Meningocócica ACWY | 45,8% | 67,75% |
| HPV (Meninas) | Média menor | 86,11% |
O destaque fica para a vacina contra o HPV em meninas, cujo índice no Brasil já é cinco vezes superior à média mundial, consolidando a barreira contra o câncer de colo de útero no país. Além disso, o aumento na Tríplice Viral tem sido fundamental para manter o Brasil livre do sarampo, mesmo com surtos ativos no Hemisfério Norte.