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Governo Federal estuda “Desenrola” para bons pagadores e trabalhadores informais

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Ministério da Fazenda prepara uma nova expansão do programa Desenrola Brasil. Diferente das fases anteriores, focadas em negativados, o novo braço da iniciativa pretende beneficiar quem está com as contas em dia, mas sufocado por juros altos, além de focar na vulnerabilidade financeira dos trabalhadores informais.

Foco no “Bom Pagador” e na Informalidade

Segundo o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, a expectativa é que a nova linha de crédito seja anunciada até o início de junho. O objetivo é corrigir uma distorção do mercado: o acesso limitado a crédito barato para quem não possui renda fixa.

“O trabalhador informal é quem mais sofre com juros caros no país por não ter um salário recorrente. Ele vive o dia a dia de forma pontual e errática”, destacou Durigan em entrevista ao Canal Gov.

O que muda na nova fase?

A estratégia do governo é diversificar o público-alvo para garantir que o programa não seja visto apenas como um perdão de dívidas, mas como um incentivo à saúde financeira.

  • Público Adimplente: Pessoas que seguem pagando suas contas, mas que estão presas a taxas abusivas de cartão de crédito e cheque especial.
  • Estudantes do Fies: Estudantes que mantêm os pagamentos em dia também deverão receber incentivos ou condições diferenciadas na próxima etapa.
  • Microcrédito: Fomento a condições mais justas para quem trabalha por conta própria e não possui comprovação de renda formal.

Contexto: O Novo Desenrola

Recentemente, o presidente Lula lançou a reformulação do programa voltada para famílias com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105). A iniciativa atual foca em:

CategoriaDescrição
Público-alvoRenda de até 5 salários mínimos.
Dívidas elegíveisCartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
EducaçãoRenegociação específica para débitos com o Fies.

Justificativa Econômica

O governo defende que o endividamento atual é um reflexo do período pós-pandemia e da estagnação econômica de anos anteriores. Para Durigan, o Desenrola é uma medida excepcional e não recorrente. “O que queremos fomentar é a adimplência. É o momento de dar esperança para as pessoas renegociarem e limparem seus nomes definitivamente”, concluiu.

Com a nova fase, o Ministério da Fazenda espera injetar fôlego no consumo das famílias e reduzir o custo do crédito para a base da pirâmide econômica brasileira.

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