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Paraná eleva patamar da investigação criminal com coleta recorde de DNA no sistema prisional

Foto: Ricardo Almeida/SESP

O Paraná deu um salto estratégico na modernização da segurança pública ao concluir uma operação integrada que resultou na coleta de 3.475 amostras de material biológico em unidades penais de todo o Estado. O número superou expressivamente a meta inicial, que previa cerca de 2.400 coletas, abrangendo simultaneamente as nove regiões administrativas paranaenses.

A iniciativa, coordenada pela Polícia Penal (PPPR) e pela Polícia Científica (PCIPR), tem um objetivo claro: robustecer o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). Na prática, isso significa que o DNA de pessoas privadas de liberdade agora serve como uma peça-chave no quebra-cabeça da justiça, permitindo o cruzamento de dados com vestígios colhidos em cenas de crimes não resolvidos.

A ciência contra a impunidade

Para o secretário da Segurança Pública, Saulo Sanson, a ação é um divisor de águas tanto para casos recentes quanto para “cold cases” (crimes antigos sem autoria definida).

“A ação representou um avanço importante que permite a identificação genética e reforça diretamente a elucidação de crimes. O Estado agora estruturou a capacitação para que essa coleta passe a ser rotineira no ingresso ao sistema,” pontua Sanson.

Integração e Tecnologia

A operação não se limitou apenas à coleta física. Houve um rigoroso processo de padronização para garantir a rastreabilidade e a qualidade das amostras. Com o apoio do Instituto de Identificação da Polícia Civil (PCPR), cada perfil inserido no banco nacional passa a ser monitorado por cruzamentos automáticos.

Destaques da operação:

  • Alcance Regional: Integração com o Codesul (PR, SC, RS e MS) para compartilhamento de dados interestaduais.
  • Eficiência Pericial: O uso da genética como ferramenta estratégica reduz a dependência de testemunhos e eleva a precisão das provas.
  • Triagem Legal: A Polícia Penal identifica os custodiados que, por lei, são obrigados a fornecer o material genético conforme a gravidade dos delitos cometidos.

O Legado: Procedimento de Praxe

Mais do que um mutirão isolado, a operação estabeleceu um novo protocolo. Policiais penais e científicos foram capacitados para que a coleta de DNA se torne um procedimento padrão no momento do ingresso de qualquer detento no sistema prisional.

Segundo Ciro Pimenta, diretor-geral da PCIPR, a meta é a continuidade. “O legado é garantir autonomia à Polícia Penal, com suporte técnico da Polícia Científica, transformando a perícia em uma engrenagem permanente de combate à criminalidade no Paraná”, conclui.

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