
Foto: José fernando Ogura/Arquivo AEN
Com um crescimento doze vezes superior à média nacional, o estado se destaca pela força da indústria de transformação e atração de investimentos bilionários.
O setor industrial paranaense reafirmou sua posição de destaque no cenário econômico brasileiro. Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgados nesta quarta-feira (13) pelo IBGE, o Paraná registrou uma alta de 1,2% entre fevereiro e março de 2026. O desempenho coloca o estado no topo do ranking da região Sul, superando o Rio Grande do Sul (1,0%) e Santa Catarina (0,8%).
O vigor do estado impressiona quando comparado à média brasileira, que apresentou uma variação tímida de apenas 0,1% no mesmo período.
A Força da Indústria de Transformação
Diferente de outros estados com crescimento sazonal ou focado em extração, o diferencial paranaense reside na sua base manufatureira. Enquanto o crescimento do Rio de Janeiro (2,5%) é impulsionado pelo petróleo, o Paraná lidera na conversão de matéria-prima em produtos de alto valor agregado.
No comparativo anual (março/2026 vs. março/2025), a indústria de transformação do Paraná cresceu 2,9%, superando potências como:
- São Paulo: 2,5%
- Minas Gerais: 2,3%
- Rio de Janeiro: 1,9%
O Impacto Econômico: O foco na transformação gera um “efeito multiplicador”, resultando em empregos mais qualificados e salários mais altos em toda a cadeia produtiva.
Setor Automotivo: O Motor do Crescimento
O grande protagonista do mês foi o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias, que viu sua produção saltar 25,5% em relação ao ano anterior. Outros setores também apresentaram solidez:
- Móveis: +8,9%
- Papel e Celulose: +4,9%
- Produtos de Metal: +3,7%
Essa diversidade reflete a integração econômica do estado, unindo a força das cooperativas do interior à tecnologia das linhas de montagem da Região Metropolitana de Curitiba.
Investimentos Bilionários e Política de Estado
Os resultados atuais são frutos diretos do programa Paraná Competitivo, que em 2025 registrou o recorde histórico de R$ 15 bilhões em novos contratos. Entre os aportes mais significativos que explicam o atual boom industrial, destacam-se:
| Empresa / Consórcio | Localidade | Investimento | Foco |
| Renault & Geely | São José dos Pinhais | R$ 3,8 bilhões | Veículos de baixa emissão |
| Volkswagen | São José dos Pinhais | R$ 3,0 bilhões | Nova picape e Novo Virtus |
| XBRI & Linglong | Ponta Grossa | R$ 6,7 bilhões | Produção de Pneus |
O que esperar?
Com as exportações também em alta (7,7% em abril, somando US$ 2,2 bilhões), o Paraná entra no segundo trimestre com um horizonte otimista. O próximo relatório do IBGE, com os dados de abril, será divulgado em 10 de junho e deve confirmar se a trajetória de aceleração estrutural se mantém firme.