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Nunes Marques assume comando do TSE para o ciclo eleitoral de 2026

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

BRASÍLIA – Em cerimônia realizada nesta terça-feira (12), o ministro Kassio Nunes Marques tomou posse como o novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele sucede a ministra Cármen Lúcia e terá como vice-presidente o ministro André Mendonça. A nova cúpula da Justiça Eleitoral será a responsável por conduzir a organização do pleito presidencial de outubro.

A solenidade contou com a presença das principais lideranças da República, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin, e os presidentes do Legislativo, Davi Alcolumbre (Senado) e Hugo Motta (Câmara), sinalizando o peso institucional da troca de comando.

A Composição do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral possui uma estrutura rotativa e híbrida, composta por sete magistrados efetivos. A escolha do presidente segue a tradição de antiguidade entre os ministros oriundos do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os novos integrantes e a estrutura atual:

  • Do STF: Nunes Marques (Presidente), André Mendonça (Vice) e Cármen Lúcia.
  • Do STJ: Antonio Carlos Ferreira e Ricardo Villas Boas Cueva.
  • Juristas (Advogados): Floriano Azevedo Marques e Estela Aranha.

Perfil dos Magistrados

Ambos os novos comandantes da Corte Eleitoral foram indicados ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e possuem trajetórias consolidadas no Direito Público:

  • Nunes Marques (53 anos): Natural do Piauí, foi desembargador do TRF-1 e juiz eleitoral em seu estado de origem antes de chegar ao Supremo em 2020. Possui um perfil pragmático e vasta experiência na advocacia.
  • André Mendonça (53 anos): Com doutorado pela Universidade de Salamanca, construiu carreira na Advocacia-Geral da União (AGU) e ocupou o Ministério da Justiça antes de sua ascensão ao STF em 2021.

Próximos Passos

O mandato de Nunes Marques inicia-se sob os holofotes da preparação logística e jurídica para as eleições de 2026. Além dos desafios técnicos, como o combate à desinformação, a nova gestão deverá focar na estabilidade institucional entre os Poderes.

Após a cerimônia oficial, está previsto um evento por adesão organizado por associações de magistrados federais em Brasília, reforçando o caráter protocolar e de recepção à nova gestão.

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