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Israel mata Izz al-Din al-Haddad, apontado como um dos mentores do 7 de Outubro

Foto: Reprodução

As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram a morte de Izz al-Din al-Haddad, principal chefe da ala militar do Hamas, durante um bombardeio aéreo estratégico na Cidade de Gaza. A operação, realizada na última sexta-feira (15), foi classificada pelo governo israelense como um golpe severo na estrutura de comando do grupo pró-palestina.

O Hamas ratificou a morte do comandante, informando que o bombardeio também vitimou a esposa e a filha de al-Haddad. O cortejo fúnebre da família ocorreu neste sábado (16) na Mesquita dos Mártires de Al Aqsa, atraindo dezenas de pessoas na região central da Faixa de Gaza.

O Alvo: Quem era Izz al-Din al-Haddad?

Conhecido no meio de inteligência como “Fantasma”, al-Haddad havia assumido o controle das operações militares do Hamas em 2025, logo após a eliminação de seu antecessor, Mohammad Sinwar.

Segundo o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o comandante era uma peça-chave para o Estado de Israel, sendo apontado como um dos mentores intelectuais e operacionais dos ataques de 7 de outubro de 2023 — o estopim para a atual escalada bélica na região.

“A eliminação de Izz Haddad fecha mais um ciclo de resposta aos ataques que deram início a este conflito”, declarou Netanyahu em pronunciamento oficial.


Escalada de Violência e Vítimas Civis

A ofensiva que resultou na morte do líder militar deixou um rastro de destruição e outras baixas operacionais e civis. De acordo com fontes médicas locais e autoridades palestinas, o balanço do ataque de sexta-feira inclui a morte de:

  • 3 homens (incluindo o comandante)
  • 3 mulheres
  • 1 criança

A ofensiva israelense não cessou. Neste sábado (16), novos ataques aéreos foram registrados em diferentes pontos de Gaza, resultando na morte de pelo menos mais três pessoas.


Impasse Diplomático e o Plano Trump

A mais recente onda de ataques joga luz sobre a fragilidade dos acordos na região. Desde o colapso do último cessar-fogo, mais de 850 palestinos perderam a vida em meio à retomada das incursões israelenses.

O pano de fundo para a continuidade dos combates é a total paralisia diplomática. Israel e Hamas seguem sem consenso sobre as diretrizes do plano pós-guerra para a reconstrução e governança de Gaza, proposto pelo presidente norte-americano Donald Trump. Enquanto Israel exige garantias totais de desmilitarização do enclave, o Hamas recusa os termos de transição supervisionada, deixando o futuro da região sob o signo da incerteza e das armas.

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