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Paraná Sedia Oficina Nacional e Consolida Protagonismo para Eliminar a Aids até 2030

Foto: SESA

O estado do Paraná reforçou nesta semana o seu papel de liderança na saúde pública brasileira ao sediar a Oficina para Diretrizes de Eliminação da Aids e da Transmissão Vertical do HIV como Problema de Saúde Pública. Realizado na capital paranaense na terça e quarta-feira (19 e 20), o evento foi promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR) em cooperação com o Ministério da Saúde.

O encontro reuniu gestores, técnicos e representantes da sociedade civil com um propósito claro: descentralizar as diretrizes do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) e construir um Plano Estadual robusto, alinhado às metas globais da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Agenda 2030.


Os Pilares do Plano Estratégico

Coordenada pela Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde, a oficina focou em debates estruturados ao redor de eixos fundamentais para frear o avanço do vírus:

  • Educação e Prevenção: Ampliação de ações focadas em populações de maior vulnerabilidade social.
  • Diagnóstico e Tratamento: Fortalecimento da detecção precoce e estímulo à adesão contínua aos medicamentos.
  • Transmissão Vertical: Aplicação de protocolos rígidos para impedir a transmissão do HIV de gestantes para os bebês.

“Hoje, os testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites virais estão disponíveis em 100% dos municípios paranaenses, aproximando o cuidado da população e reduzindo barreiras de acesso”, destacou o secretário de Estado da Saúde, César Neves, ao ressaltar a capilaridade do atendimento no Paraná.


Prevenção Combinada e a Ciência contra o Estigma

A estratégia paranaense aposta fortemente na prevenção combinada, que inclui a expansão do acesso às profilaxias Pré e Pós-Exposição (PrEP e PEP). Além disso, a gestão estadual reforça o conceito científico I = I (Indetectável = Intransmissível) como uma ferramenta indispensável tanto para o controle epidemiológico quanto para combater o preconceito.

Segundo Maria Goretti David Lopes, diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, o estado colhe os frutos de uma rede integrada:

“O Paraná hoje apresenta uma das menores taxas de mortalidade por aids do Brasil, resultado de uma rede organizada, integrada e comprometida com a vida.”

O Paraná em Números

Os indicadores de saúde do estado demonstram a eficácia das políticas públicas implementadas ao longo dos anos:

IndicadorDesempenho / Resultado
Queda na Mortalidade (última década)– 47,8%
Redução de casos (menores de 5 anos)– 44%
Pacientes diagnosticados que estão em tratamento93%
Pacientes em tratamento com carga viral indetectável96%

Próximos Passos: Circuito Rápido e Metas Globais

Mesmo com a conquista do Certificado de Eliminação da Transmissão Vertical, o Paraná projeta novos desafios. O estado está implantando o Circuito Rápido da Aids Avançada, uma força-tarefa tecnológica que vai permitir diagnosticar infecções oportunistas em menos de 30 minutos em pacientes graves.

De acordo com Mara Carmen Franzoloso, chefe da Divisão de IST/Aids, o foco absoluto está em atingir a meta 95-95-95 da OMS. Isso significa garantir que 95% das pessoas vivendo com HIV estejam diagnosticadas, 95% destas estejam em tratamento e 95% alcancem a supressão viral. Para consolidar essa realidade, o Paraná aposta agora em uma resposta intersetorial, unindo a Saúde às pastas de Educação, Assistência Social e Direitos Humanos.

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