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Neymar é dúvida para a Copa do Mundo

Foto: Sebastiao Moreira/EPA/Shutterstock

Após o treinador da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, acabar com uma dúvida no dia 18 de maio ao convocar Neymar para a Seleção, eis que surge outra incerteza, agora na área médica. Neymar sofreu uma contusão no dia 17 de maio, na partida contra o Coritiba, na Vila Belmiro. No calor da partida, o jogador ainda tentou voltar ao jogo, o que gerou polêmica sobre sua substituição.

O Santos afirmou que a lesão não era grave, tratando-se apenas de um edema, e que até o dia 30 de maio Neymar estaria apto para voltar aos gramados. Porém, nesta quinta-feira, 28 de maio, o médico da Seleção Brasileira, Rodrigo Lasmar, concedeu entrevista afirmando que Neymar precisará de pelo menos mais três semanas para voltar a campo.

Fica então a dúvida: é apenas um edema ou uma lesão de grau 2, como sugere o médico da CBF? Quem está certo: o departamento médico do Santos ou o da Seleção Brasileira?

Neymar, que não vem sendo protagonista nem mesmo na equipe do Santos, será capaz de atingir sua melhor forma física para disputar a Copa do Mundo? Será uma aposta convicta do treinador italiano ou uma pressão popular para ver o ídolo novamente em campo? Há também a possibilidade de que os próprios jogadores desejem a presença de alguém em quem possam depositar a responsabilidade dentro da competição.

A história das Copas do Mundo mostra diversos casos semelhantes.

Na Copa de 1970, Pelé não chegou em sua melhor forma física. Porém, o tempo de preparação era maior, e o resultado todos conhecem: o Brasil conquistou o tricampeonato mundial, confirmando a aposta certeira do velho Jorge Lobo Zagallo.

Em 1974, o volante Clodoaldo foi cortado porque não teria condições físicas de disputar o torneio. Já em 1978, Reinaldo, mesmo lesionado, foi levado à Copa pelo técnico Coutinho. Em 1982, Telê Santana optou por cortar o centroavante Careca, esperança de gols daquela geração histórica da Seleção Brasileira.

Na Copa de 1986, Zico, o “Galinho”, lutou contra problemas físicos durante toda a competição e permaneceu no elenco enquanto o Brasil esteve em campo. Em 1990, Sebastião Lazaroni apostou em Romário, que lesionado não conseguiu apresentar seu melhor futebol.

Em 1998, novamente Romário esteve no centro de uma grande polêmica ao ser cortado por Zagallo. Muitos afirmavam que o atacante teria condições de atuar ao menos na segunda fase da Copa. A discussão aumentou ainda mais quando o Baixinho entrou em campo em um amistoso pelo Flamengo pouco tempo depois.

Já em 2002, Ronaldo se tornou o “Fenômeno” justamente após superar desconfianças sobre sua condição física. Felipão bancou sua presença, e o atacante foi decisivo no pentacampeonato brasileiro. Na mesma Copa, Rivaldo também chegou ao torneio sem estar 100% fisicamente.

São exemplos históricos que levam à reflexão: Neymar irá ou não aos Estados Unidos defender a amarelinha?

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