
Foto: PRF
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai trocar temporariamente o policiamento das estradas pelo monitoramento aéreo das florestas paranaenses. Entre os dias 1 e 6 de junho, a corporação participará da 4ª Jornada da Natureza, uma iniciativa que prevê o lançamento aéreo de 18 toneladas de sementes de palmeira-juçara em áreas de difícil acesso e locais degradados do estado.
A ação faz parte da programação oficial da Semana do Meio Ambiente de 2026 e ocorre em parceria com universidades, órgãos ambientais e movimentos sociais.
Tecnologia aérea a serviço da Mata Atlântica
O uso de helicópteros da PRF tem se mostrado um divisor de águas para as políticas de reflorestamento no Paraná. Desde o início do projeto, em 2023, as aeronaves permitem que espécies nativas cheguem a encostas de morros e matas ciliares que seriam praticamente inacessíveis por terra.
O foco deste ano é a palmeira-juçara (Euterpe edulis), uma espécie crucial para a biodiversidade da Mata Atlântica, mas que sofre constantemente com a extração ilegal de seu palmito. Ao espalhar as sementes nessas regiões, o esforço interinstitucional busca acelerar a restauração ecológica e proteger os recursos hídricos locais.
Por que a palmeira-juçara? Além de ser uma espécie nativa da Mata Atlântica, seus frutos servem de alimento para dezenas de espécies de aves e mamíferos, funcionando como um verdadeiro motor para a regeneração natural da floresta.
Roteiro do Reflorestamento
A operação aérea seguirá um cronograma intenso ao longo da semana, beneficiando comunidades tradicionais, assentamentos e terras indígenas. Confira as regiões que receberão a semeadura:
- Segunda-feira (01/06): Nova Laranjeiras (PR) – Terra Indígena Rio das Cobras
- Terça-feira (02/06): Quedas do Iguaçu (PR) – Comunidade Dom Tomás Balduíno
- Quarta-feira (03/06): Rio Bonito do Iguaçu (PR) – Comunidade Herdeiros da Terra 1º de Maio
- Sábado (06/06): Adrianópolis (PR) – Comunidade Quilombola do Vale do Ribeira – João Surá
Com essa ação, a PRF consolida sua atuação que vai além da segurança viária, mostrando que o combate aos crimes ambientais também se faz com preservação ativa e parcerias com a sociedade civil.