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Paraná Mobiliza Forças e Investe R$ 51 Milhões na Preparação Contra Incêndios Florestais para 2026

Foto: Luan Reis/CBMPR

Diante da proximidade do período de maior estiagem, o Estado do Paraná disparou o cronograma de ações preventivas e integradas para enfrentar a temporada de incêndios florestais de 2026. Sob a coordenação do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), o plano estratégico foi consolidado nesta semana durante o 2º Simpósio da Operação Estadual Integrada de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (OPCIF), realizado na capital paranaense.

O foco central da estratégia deste ano é a antecipação. De acordo com o subcomandante-geral do CBMPR, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, o alinhamento prévio entre diferentes agências é o que garante o sucesso das operações quando o cenário crítico se instala.

“Estamos em um momento de normalidade, trabalhando a prevenção, a preparação e a integração. Quando ocorre uma situação de anormalidade, precisamos estar prontos para uma atuação coordenada”, destacou o coronel Emmanuel.


Cronograma e Etapas da OPCIF 2026

O planejamento da corporação foi dividido de forma modular para otimizar os recursos humanos e logísticos:

  • 24 de maio a 1º de julho: Fase inicial focada em instruções, capacitação técnica do efetivo e campanhas de prevenção.
  • 15 de junho a 30 de outubro: Fase de combate intensivo. Os recursos operacionais permanecem em mobilização total e o acionamento das equipes ocorrerá de forma escalonada, conforme o surgimento e a gravidade das ocorrências.

O Fator Climático: O Peso do El Niño

O comportamento do clima nos próximos meses será monitorado em parceria estreita com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Cientistas do órgão preveem uma alta probabilidade de consolidação do fenômeno El Niño para o segundo semestre.

Caso o prognóstico se confirme, a região Sul do Brasil deve registrar índices de chuva acima da média histórica. O cenário repete a tendência observada em 2025, ano em que o Paraná registrou uma queda expressiva de 45% nos incêndios em vegetação na comparação com o ciclo de 2024. Mesmo com a previsão otimista, as autoridades alertam que o estado de alerta permanece inalterado.


Investimento Pesado em Tecnologia e Cooperação

Para garantir robustez ao plano de contingência, a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil anunciou um aporte expressivo de R$ 51,7 milhões. O montante foi convertido na modernização do arsenal de resposta rápida, que agora conta com:

  • Veículos com tração 4×4 de alta mobilidade;
  • Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) de última geração e motobombas;
  • Tanques flexíveis para armazenamento estratégico de água;
  • Tecnologia de ponta: Inclusão de robôs de combate a incêndio e aeronaves exclusivas para o suporte a grandes conflagrações.

Manejo Integrado e Exercícios de Fronteira

O simpósio também serviu de vitrine para táticas de manejo integrado do fogo, apresentadas pelo Instituto Água e Terra (IAT) e pelo ICMBio. Técnicas preventivas como a abertura de aceiros e a realização de queimas prescritas controladas foram defendidas como essenciais para reduzir a matéria orgânica seca no solo, evitando que pequenos focos se transformem em grandes incêndios florestais. Na vertente civil, a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) reforçou as frentes de conscientização comunitária.

A interoperabilidade regional ganhará um teste prático em agosto. Sob as diretrizes do grupo Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad), o CBMPR fará um exercício conjunto com as corporações de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

O treinamento simulado ocorrerá no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa. No local, as equipes realizarão uma queima controlada planejada, unindo a prática de campo interestadual à eliminação de combustível vegetal em uma das áreas de preservação mais importantes do estado.

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