
Foto: Reprodução/ARQUIVO PESSOAL
A dor da perda violenta e repentina transformou o sonho de um novo negócio em um pesadelo definitivo para o empresário Elias Amaral. Dono do bar que foi palco de uma chacina no dia 22 de maio, em Sarandi, no Norte do Paraná, Elias anunciou o fechamento definitivo do estabelecimento. No ataque, ele perdeu o filho, Matheus Souza do Amaral, de apenas 15 anos, e o sobrinho, Rafael do Amaral. Uma terceira pessoa da família também foi morta. Tomado pelo luto, o comerciante desabafou que sequer consegue passar em frente ao imóvel.
O ponto comercial havia sido adquirido pela família apenas três dias antes da tragédia, com o objetivo de dar início a um novo empreendimento familiar. Na noite do crime, os parentes estavam reunidos no local quando foram surpreendidos pelos atiradores.
“Ele era o meu parceiro de tudo, nos jogos, nas pescarias”, relembrou Elias, emocionado, ao pedir rigor e agilidade do sistema judiciário na condenação dos culpados.
Alvos errados: A investigação da Polícia Civil
As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná confirmaram o que a família já gritava ao mundo: as vítimas eram completamente inocentes e foram mortas por engano.
Segundo as autoridades, o ataque foi motivado por uma disputa territorial entre facções do tráfico de drogas. No entanto, em um erro crasso de execução, o atirador errou a rua do verdadeiro alvo, entrou na via onde a família estava e abriu fogo contra o bar.
Resposta rápida e prisões
Até o momento, três homens foram presos por envolvimento direto na chacina:
- O Mandante: Preso preventivamente no Paraná no dia 27 de maio.
- O Auxiliar: Suspeito que ajudou o atirador na logística, detido no dia 30 de maio, também no Paraná.
- O Executor: O autor dos disparos foi localizado e preso no dia 2 de junho na cidade de Balneário Camboriú (SC), durante uma operação conjunta entre as Polícias Militares do Paraná e de Santa Catarina.
O caso segue sob acompanhamento do Poder Judiciário, enquanto a comunidade de Sarandi e a família Amaral esperam que a resposta rápida das forças de segurança se converta em uma condenação justa e exemplar.