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Flagrante na Fronteira: Estudantes de medicina são detidos com carga milionária de tirzepatida na Ponte da Amizade

Foto: Divulgação / Receita Federal

Uma fiscalização de rotina da Receita Federal na Ponte Internacional da Amizade terminou com a apreensão de 263 ampolas de tirzepatida — substância de alto custo amplamente utilizada em tratamentos de emagrecimento — na madrugada desta sexta-feira (5). A carga contrabandeada do Paraguai estava em posse de dois estudantes de medicina brasileiros que residem no país vizinho.

O flagrante ocorreu por volta de 00h30, quando os agentes federais abordaram um veículo com placas do Brasil que cruzava a fronteira. O carro era conduzido por uma jovem, acompanhada por um rapaz no banco do passageiro. Ao serem questionados, ambos afirmaram que estavam a caminho de Foz do Iguaçu para visitar familiares.

O Disfarce e o Fundo Falso

Na tentativa de despistar a equipe de fiscalização, a motorista alegou que o automóvel transportava apenas bagagens pessoais: uma mala de roupas e um notebook que seria entregue a um parente.

Contudo, o nervosismo e as contradições levantaram a suspeita dos fiscais, que decidiram realizar uma vistoria minuciosa no veículo. Durante a busca, as autoridades localizaram um compartimento secreto estruturado atrás do painel do carro, onde as centenas de ampolas do medicamento estavam ocultas.

O que é a Tirzepatida? É o princípio ativo de medicamentos modernos de alto custo (como o Mounjaro), regulamentados para o tratamento de diabetes tipo 2 e frequentemente prescritos de forma off-label para a perda de peso crônica devido à sua alta eficácia.

Desfecho Legal

Toda a carga de medicamentos foi retida imediatamente e o automóvel foi guinchado para o pátio da aduana da Receita Federal para os trâmites de apreensão.

Embora tenham sido liberados logo após o registro do flagrante, os dois estudantes de medicina não estão livres de complicações jurídicas. A documentação da ocorrência foi encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF), que ficará responsável por conduzir a investigação criminal por contrabando. Além das sanções penais, os jovens podem enfrentar processos administrativos nas instituições de ensino onde estão matriculados.

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