
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Em uma noite de futebol eletrizante em São Paulo, a Seleção Brasileira Feminina conquistou um resultado maiúsculo diante de sua torcida. Sob o comando de Arthur Elias, a equipe canarinho venceu a poderosa seleção dos Estados Unidos por 2 a 1, de virada, no primeiro de dois amistosos programados em solo nacional. O triunfo na Neo Química Arena quebra tabus e consolida a evolução recente do futebol brasileiro frente às maiores potências do esporte.
O resultado representa apenas a quinta vitória do Brasil na história do confronto contra as norte-americanas (em 44 partidas), mas acende um sinal de alerta positivo: é a segunda vitória consecutiva sobre as tetracampeãs mundiais, repetindo o placar do duelo memorável de abril de 2025, na Califórnia.
Início frenético e reação relâmpago
O jogo começou em ritmo acelerado e testou os nervos da torcida. Logo no primeiro minuto, a pressão na saída de bola brasileira surtiu efeito para as visitantes. Lily Yohannes roubou a bola na intermediária e serviu Sophie Wilson, que bateu rasteiro no canto, sem chances para a goleira Lelê.
Longe de se abater com o gol relâmpago, o Brasil respondeu com personalidade. Após um susto inicial em chance perdida por Dudinha, a reação veio em um intervalo de apenas três minutos:
- O Empate (10 min): Isabela cruzou com precisão pela direita e Taina Maranhão, demonstrando excelente posicionamento, cabeceou firme no contrapé da goleira Mandy McGlynn.
- A Virada (13 min): A experiente Bia Zaneratto puxou o contra-ataque desde o meio-campo, acionou Dudinha e recebeu de volta na grande área. Com a frieza de uma veterana, a “Imperatriz” dominou e estufou as redes, incendiando o estádio.
Antes do intervalo, os Estados Unidos ainda pressionaram, mas pararam em duas grandes defesas consecutivas de Lelê, que segurou a vantagem brasileira.
Estratégia e superação no segundo tempo
Na etapa final, a seleção norte-americana adiantou suas linhas e complicou a transição do Brasil. A zagueira Isa Haas salvou o que seria o gol de empate ao desviar um chute perigoso de Avery Patterson.
Para oxigenar o time e manter a intensidade, Arthur Elias promoveu uma série de modificações, incluindo as entradas de Yaya, Ludmila e da goleira Lorena — que substituiu Lelê, que saiu sentindo dores. Embora o Brasil tenha tido a chance de matar o jogo nos minutos finais com Gio Garbelini, o placar não se alterou. Nos acréscimos, o coração da torcida testou o limite quando Jaedyn Shaw isolou a última chance americana por cima do travessão.
Público presente: Mais de 31 mil torcedores celebraram a vitória histórica nas arquibancadas da Neo Química Arena.
Próximo compromisso
As duas seleções não terão muito tempo para descanso. O reencontro já está marcado para esta terça-feira (9), às 21h30 (horário de Brasília), na Arena Castelão, em Fortaleza. O Brasil entra em campo buscando manter os 100% de aproveitamento nesta série de amistosos, enquanto os EUA tentam dar o troco em território cearense.