
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O Novo Desenrola, programa do Governo Federal focado na renegociação de dívidas de pessoas físicas, registrou um início avassalador. Em apenas alguns dias de operação, a iniciativa já beneficiou mais de 6 milhões de pessoas e famílias, segundo balanço divulgado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista ao portal UOL.
O grande destaque desse primeiro momento foi a regularização de pequenos débitos: cerca de 4 milhões de cidadãos tiveram suas dívidas totalmente quitadas.
“São pessoas com dívidas pequenas, de até R$ 100”, detalhou o ministro, explicando que esse público foi automaticamente “desnegativado” pelos bancos parceiros.
O que é o Novo Desenrola?
Criado com o objetivo central de reduzir a inadimplência e reinserir os brasileiros no mercado de consumo, o programa é voltado principalmente para a população de baixa e média renda — com foco em quem recebe até cinco salários mínimos e possui dívidas bancárias em atraso.
As principais vantagens do programa incluem:
- Descontos agressivos: Reduções que podem chegar a 90% do valor original da dívida.
- Juros controlados: Taxas de juros limitadas a, no máximo, 1,99% ao mês.
- Prazo estendido: Opção de parcelamento em até 48 meses.
- Uso do FGTS: Possibilidade de utilizar o Fundo de Garantia para abater o saldo devedor.
Raio-X dos primeiros dias
Os números apresentados pelo Ministério da Fazenda mostram o impacto imediato da mobilização nacional, que tem data marcada para acabar: 2 de agosto.
| Indicador | Impacto Real |
| Total de beneficiados | Mais de 6 milhões de pessoas/famílias |
| Limpeza automática de nome (dívidas até R$ 100) | ~ 4 milhões de pessoas |
| Pagamentos à vista (com desconto médio > 80%) | 1,1 milhão de consumidores |
“Essas pessoas limparam o nome e estão novamente aptas a consumir”, comemorou Durigan.
Cenário econômico e a polêmica dos juros
Durante a entrevista, o ministro rebateu as críticas de que a persistente alta dos juros no Brasil seja fruto de excesso de gastos públicos. Segundo Durigan, o cenário atual decorre de instabilidades globais, citando os reflexos geopolíticos dos conflitos envolvendo EUA, Israel e Irã.
Para mitigar esses impactos no bolso do cidadão, o governo vem adotando medidas de subvenção, como o controle no preço da gasolina. O ministro garantiu que a saúde fiscal do país segue protegida: “Nossas metas serão cumpridas”, finalizou.