
Foto: Defesa Civil
A Defesa Civil do Paraná colocou em operação, nesta segunda-feira (22), o primeiro centro logístico descentralizado para armazenamento e distribuição de ajuda humanitária no Estado. A estrutura foi instalada no município de Realeza, na região Sudoeste, com o objetivo de agilizar o atendimento a cidades afetadas por desastres naturais e reduzir o tempo de resposta em situações de emergência.
O novo barracão, inaugurado na última sexta-feira (19), possui 567 metros quadrados e está localizado no Centro de Exposições de Realeza. O espaço foi cedido pela administração municipal e passa a funcionar como ponto estratégico para o envio de materiais de assistência às prefeituras atingidas por eventos como temporais, vendavais, granizo, enxurradas, deslizamentos, alagamentos e inundações.
Até então, toda a logística de distribuição de itens emergenciais era concentrada em Curitiba, o que poderia dificultar o abastecimento de regiões mais distantes em casos de bloqueios ou problemas nas rodovias.
O estoque inicial do centro conta com 380 colchões de solteiro, 330 kits dormitório — compostos por cobertor, lençol, fronha e travesseiro —, além de 648 kits de higiene, 480 kits de limpeza, 240 rolos de lona plástica preta e 2.600 telhas de fibrocimento.
De acordo com o coordenador executivo da Defesa Civil Estadual, coronel Ivan Fernandes, a escolha de Realeza levou em consideração a frequência de ocorrências registradas nos municípios do Oeste e do Sudoeste paranaense. Segundo ele, a descentralização da logística representa um avanço importante para garantir maior rapidez na assistência às populações afetadas.
A Defesa Civil também planeja ampliar a rede de centros logísticos ainda em 2026. A previsão é de que novas unidades sejam instaladas em Londrina, para atender as regiões Norte e Noroeste, e em Paranaguá, com foco nos municípios do Litoral. Os espaços já foram definidos e passam por adequações administrativas para iniciar as operações nos próximos meses.
Com a expansão da estrutura, o Estado busca fortalecer a capacidade de resposta diante de emergências e assegurar que os recursos cheguem com mais rapidez às comunidades atingidas por eventos climáticos extremos.