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Recorde no Campo: Plano Safra 2026/2027 é lançado com R$ 525,1 bilhões e corte nas taxas de juros

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com foco em sustentabilidade e modernização, o novo ciclo injetará mais de meio trilhão de reais na agricultura empresarial; somado à agricultura familiar, o montante global supera R$ 610 bilhões.

O governo federal oficializou o lançamento do Plano Safra 2026/2027, consolidando o maior pacote de fomento à agricultura empresarial da história do país. O programa destinará R$ 525,1 bilhões para o próximo ano agrícola, o que representa um aumento de 1,7% (ou R$ 9 bilhões a mais) em relação ao ciclo anterior.

Quando somado aos cerca de R$ 85 bilhões reservados para a agricultura familiar, o apoio financeiro total do governo ao setor produtivo ultrapassa a marca histórica de R$ 610 bilhões.

Como o dinheiro será distribuído?

O orçamento foi estrategicamente dividido para garantir tanto a manutenção das atividades cotidianas quanto o ganho de eficiência tecnológica no campo:

  • Custeio e Comercialização (R$ 384,9 bilhões): Recursos destinados a despesas operacionais indispensáveis, como a compra de insumos (sementes, fertilizantes), manutenção de lavouras e pastagens, além do suporte à venda da produção.
  • Investimentos (R$ 140,2 bilhões): Foco na modernização das propriedades rurais. O montante vai subsidiar a ampliação da capacidade de armazenagem, novos sistemas de irrigação, inovação tecnológica, renovação de frotas de máquinas e melhorias de infraestrutura.

Juros mais baixos e incentivos sustentáveis

O grande diferencial do Plano Safra 2026/2027 é a redução real no custo do crédito, uma demanda antiga do setor produtivo que foi atendida pela equipe econômica.

  • Médios Produtores (Pronamp): Contará com um volume de R$ 72,6 bilhões. A taxa máxima de juros caiu de 10% para 9% ao ano.
  • Custeio Empresarial: A taxa de juros máxima recuou de 14% para 12,5% ao ano.

O “Bônus Verde”

O plano intensifica a transição ecológica ao conceder descontos cumulativos de até 1 ponto percentual na taxa de juros de custeio para produtores que adotarem boas práticas:

  1. + 0,5% de desconto para propriedades com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) em situação regular.
  2. + 0,5% de desconto para quem comprovar a adoção de sistemas de produção sustentáveis e certificações reconhecidas.

Além disso, para blindar o sistema de crédito, o governo vinculou a possibilidade de futuras renegociações de dívidas à contratação prévia de proteção, seja pelo Proagro ou por seguros rurais privados.

Impacto econômico e estabilidade

Durante a cerimônia de lançamento no Palácio do Planalto, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, celebrou os resultados da agropecuária, que registrou um saldo comercial de R$ 149,2 bilhões, mesmo diante do cenário desafiador de tarifas impostas pelos Estados Unidos.

“O crescimento do Plano Safra é um valor recorde. Mais de meio trilhão de reais. E com juros mais baixos. Este era o objetivo.” — Geraldo Alckmin, presidente em exercício.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou o esforço de governabilidade para harmonizar o orçamento público com o plano do agronegócio, lembrando que o setor representa mais de 25% do PIB brasileiro e responde por metade das exportações do país.

Representantes do setor privado também endossaram a medida. Guilherme Nolasco, diretor da Inpasa, ressaltou que o plano vai além do crédito financeiro: trata-se de uma injeção de confiança para toda a cadeia de logística, indústria, pesquisa e geração de empregos que orbita ao redor do produtor rural brasileiro.

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