
Foto: PMPR
Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar a prender um homem e apreender um adolescente na tarde desta quarta-feira (1º de julho). Ambos são acusados de participação no brutal assassinato de um homem popularmente conhecido como “Leleco”. O crime chocou a comunidade local pela frieza dos envolvidos, que chegaram a filmar a execução.
Ostentação e denúncia
Logo após o crime, a PM recebeu informações cruciais de uma testemunha. Os suspeitos foram flagrados em via pública comentando abertamente sobre o homicídio e assistindo ao vídeo da execução no celular. Com a descrição física e a localização dos indivíduos, os policiais agiram rápido e efetuaram a abordagem.
Provas e confissão chocante
Durante a revista e vistoria, os policiais encontraram itens que ligam diretamente a dupla à cena do crime:
- 03 aparelhos celulares (um deles contendo as imagens da execução);
- R$ 187,00 em espécie;
- Uma porção de maconha (cerca de 5 gramas);
- Um par de chinelos, idêntico ao que aparece nas imagens do assassinato.
Ao serem questionados, os dois confessaram a participação. Eles admitiram que seguraram e imobilizaram “Leleco” para garantir a execução, enquanto um deles registrava tudo em vídeo.
A motivação: De acordo com o depoimento dos detidos, o assassinato foi cometido como um “teste de fidelidade”. O objetivo era demonstrar lealdade e ganhar o respeito de lideranças de uma facção criminosa que atua na região.
Tráfico e mandado em aberto
Além do homicídio, o homem maior de idade foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, já que o menor confessou que a maconha consumida pela dupla antes do crime havia sido fornecida pelo comparsa. Já o adolescente, além do ato infracional análogo ao homicídio, já era considerado foragido: contra ele havia um mandado de busca e apreensão em aberto por roubo.
Os dois envolvidos e o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Marialva. A polícia agora trabalha na análise das imagens e dos celulares para identificar outros possíveis mandantes ou executores do crime.