
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom
A Polícia Federal deflagrou a Operação Exchange, mirando o coração financeiro de uma organização criminosa especializada em lavar dinheiro para o tráfico internacional de drogas. O esquema, intimamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), teria movimentado uma cifra astronômica: mais de R$ 10 bilhões.
A ofensiva mobilizou 50 agentes federais para o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária. As ações se concentraram em pontos estratégicos do estado de São Paulo, incluindo a capital paulista, Santana de Parnaíba e as cidades litorâneas de Santos e Praia Grande.
Conexão internacional e sanções nos EUA
Os alvos da operação brasileira não são desconhecidos das autoridades globais. O grupo — composto por dois cidadãos brasileiros e três empresas — havia sofrido duras sanções do governo dos Estados Unidos no início desta semana, justamente sob a acusação de atuar como o braço financeiro da facção paulista.
Como funcionava o esquema: Segundo as investigações da PF, a rede criminosa utilizava métodos sofisticados e diversificados para mascarar a origem do dinheiro sujo, incluindo:
- Transferências e transações com criptoativos;
- Transporte físico de malas de dinheiro (valores);
- Movimentações bancárias de grande vulto;
- Triangulação de repasses entre laranjas (pessoas físicas) e empresas de fachada (pessoas jurídicas).
Bloqueio bilionário
Como parte da estratégia para desestruturar a logística do grupo, a Justiça Federal determinou o sequestro imediato de bens e o bloqueio de contas bancárias dos investigados. O valor total das contas congeladas chega a impressionantes R$ 10,4 bilhões, representando um dos maiores golpes financeiros recentes desferidos contra o crime organizado no país.