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Mistério em Piracicaba: Polícia investiga morte de adolescente após suposta agressão

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A Polícia Civil do interior de São Paulo abriu um inquérito para apurar a morte de Henrique Gabriel da Silva, de 14 anos. O adolescente faleceu uma semana após retornar para casa com sintomas que inicialmente pareciam comuns, mas que evoluíram para um quadro fatal. A suspeita é de que o jovem tenha sido vítima de um espancamento violento.

O desaparecimento e os primeiros sintomas

O caso teve início na manhã do dia 5 de junho, quando Henrique saiu de casa afirmando que visitaria a avó. Preocupada com a ausência do filho, a mãe, Bruna Caroline da Silva, foi procurá-lo no início da tarde, mas não o encontrou no local indicado.

O adolescente só retornou para a residência no fim do dia, por volta das 18h, queixando-se de tontura e episódios de enjoo. Inicialmente, a família acreditou que o mal-estar estivesse associado à falta de alimentação após passar o dia na rua.

Peregrinação médica e piora no quadro

Nas horas seguintes, a situação de Henrique se agravou significativamente:

  • Madrugada de domingo: O jovem acordou chorando com fortes dores no braço. Levado ao pronto-socorro, passou por um exame de raio-X que não apontou fraturas. Ele foi medicado com anti-inflamatórios e liberado.
  • Terça-feira: Com o surgimento de inchaço e hematomas severos no cotovelo, a mãe buscou o Centro de Ortopedia e Traumatologia. Novamente, a fratura foi descartada, e a suspeita médica mudou para o rompimento de vasos sanguíneos. O membro foi imobilizado com uma tala.
  • Quarta-feira: As pontas dos dedos do adolescente começaram a apresentar uma coloração arroxeada, sinalizando falta de circulação. Ao retornar ao hospital, um novo exame radiográfico finalmente identificou uma fratura no cotovelo.

A revelação e o desfecho trágico

Pressionado por médicos e pela mãe sobre o que teria causado a lesão, Henrique inicialmente silenciou. No entanto, acabou confessando ter se envolvido em uma briga de rua, alegando que o confronto teria sido “um contra um”.

Apesar das tentativas de intervenção médica nas horas que se seguiram, a gravidade real do trauma só foi totalmente identificada na madrugada do dia 12 de junho. Henrique não resistiu às complicações e o óbito foi constatado no final daquela manhã.

Investigação em curso: A linha de investigação da Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o adolescente tenha omitido a gravidade do ocorrido por medo ou para proteger os envolvidos, e apura denúncias de que ele teria sofrido, na verdade, um espancamento cometido por três pessoas. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) deve apontar a causa exata da morte e direcionar os próximos passos do caso.

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