
Foto: DALL-E 3/Divulgação
O avanço de um severo rio atmosférico pelo Chile disparou alertas meteorológicos na América do Sul esta semana. O fenômeno provocou estragos consideráveis em território chileno, incluindo chuvas torrenciais, bloqueios em rodovias, quedas de energia e a suspensão de aulas em diversas regiões. Diante do cenário, surgiu a dúvida: esse sistema pode alcançar o Brasil?
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a resposta é não. O Brasil não será afetado por esse rio atmosférico nos próximos cinco dias.
Embora o Sul do país também esteja sob a ameaça de temporais e volumes expressivos de chuva, os meteorologistas esclarecem que os dois cenários decorrem de sistemas completamente independentes.
O que é o Rio Atmosférico que atinge o Chile?
Os rios atmosféricos são, essencialmente, longas e estreitas faixas de umidade concentrada que viajam pela atmosfera, transportando vapor d’água dos oceanos para o continente.
No caso do Chile, o impacto é amplificado pela geografia local:
- O bloqueio dos Andes: Quando esse denso fluxo de umidade atinge a Cordilheira dos Andes, o ar úmido é forçado a subir rapidamente.
- O resultado: Ao subir, o vapor resfria-se e condensa, resultando em precipitações extremas.
Nota do Inmet: Embora esses sistemas sejam vitais para o equilíbrio hídrico global e abastecimento de reservatórios, a sua intensidade atual no Chile acende o sinal de alerta para enchentes e deslizamentos de terra.
O cenário no Brasil: Instabilidade vem do Paraguai e Argentina
Se a chuva que se aproxima do Brasil não tem relação com o Chile, o que está causando o alerta na Região Sul?
A equipe técnica do Inmet explica que a instabilidade no país é gerada por um sistema de baixa pressão atmosférica localizado entre a Argentina e o Paraguai. É a atuação desse sistema que vai ditar as condições do tempo nos próximos dias.
A previsão para a Região Sul inclui:
- Chuvas intensas e volumosas;
- Temporais isolados acompanhados de trovoadas;
- Rajadas de vento fortes e risco de queda de granizo.
O estado do Rio Grande do Sul deve ser o epicentro dessa instabilidade, concentrando os maiores volumes acumulados de água e, consequentemente, apresentando o maior potencial para transtornos urbanos e rurais decorrentes do tempo severo.