
Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil
Com o fim do ciclo da Copa do Mundo masculina e a busca pelo hexa adiada, o torcedor brasileiro não precisará esperar quatro anos para ver o futebol de seleções movimentar o país. Pela primeira vez na história, o Brasil será a sede da Copa do Mundo Feminina da FIFA, trazendo a elite do esporte para o solo nacional.
O torneio contará com 32 seleções disputando o título entre 24 de junho e 25 de julho. A competição promete movimentar o país de norte a sul, com partidas distribuídas em oito cidades-sede:
- Belo Horizonte
- Brasília
- Fortaleza
- Porto Alegre
- Recife
- Rio de Janeiro
- Salvador
- São Paulo
Inspiração que Atravessa Gerações
A confirmação do Mundial no país já transforma a rotina e os sonhos de torcedoras de diferentes idades. Para a pequena Manuela Baère, de apenas 6 anos e já praticante do esporte, a expectativa é ver as mulheres ocuparem o espaço que costuma ser predominantemente masculino nas telas.
A inspiração em ícones como Marta também move a jovem Sofia Seabra, de 13 anos. Acostumada a jogar entre meninos, a estudante de Brasília relata que o empenho em campo agora se reflete em casa: ela tenta negociar com a família uma viagem ao Rio de Janeiro para acompanhar de perto a cerimônia e o jogo de abertura no Maracanã.
Na visão de quem atua no futebol amador, como a jogadora Myllene D’Arc, de 34 anos, o evento é um divisor de águas. Para ela, a realização do torneio no Brasil é uma oportunidade fundamental para ampliar a visibilidade da modalidade e reforçar a mensagem de empoderamento feminino no esporte.
Transformação Social e Legado Cultural
Além do espetáculo esportivo, a expectativa em torno do evento envolve avanços estruturais e culturais. A ex-capitã da seleção brasileira, medalhista olímpica e atual diretora executiva da CBF para o Mundial, Aline Pellegrino, destaca que a competição vai além das quatro linhas.
“O futebol tem esse poder de transformação. Acredito que o grande legado será o cultural, mudando a percepção da sociedade e incentivando que meninas e meninos pratiquem o esporte juntos desde cedo, de forma natural”, pontua Pellegrino.
A Busca pelo Título Inédito
Desde a criação do torneio em 1991, apenas cinco países ergueram a taça ao longo de nove edições:
| País | Títulos |
| Estados Unidos | 4 |
| Alemanha | 2 |
| Noruega | 1 |
| Japão | 1 |
| Espanha (atual campeã) | 1 |
Jogando em casa e impulsionada pela torcida local, a seleção brasileira feminina entra na disputa com o objetivo de conquistar o seu primeiro título mundial e cravar definitivamente seu nome no topo do futebol internacional.