
Foto: Prefeitura de Vila Maria / Divulgação
O avanço de intensas tempestades sobre o Rio Grande do Sul voltou a provocar estragos e a mobilizar equipes de socorro em diversas regiões do estado. Segundo dados atualizados pela Defesa Civil estadual, 143 municípios já notificaram prejuízos decorrentes do alto volume de chuvas dos últimos dias. Até o momento, não há registro de vítimas fatais, mas 51 pessoas estão desabrigadas e 155 desalojadas.
O panorama meteorológico é composto por um rastro de eventos severos: o órgão contabiliza 84 ocorrências de chuvas intensas, 58 episódios de vendaval, 7 tempestades de granizo e 8 inundações diretas.
Volume acumulado assusta no Norte e na Serra
Os índices pluviométricos atingiram marcas expressivas no intervalo de um dia. A cidade de Paraí liderou o acúmulo nas últimas 24 horas, registrando alarmantes 200,8 milímetros (mm) de chuva. O cenário também foi crítico em comunidades vizinhas:
- Marau: 192 mm
- André da Rocha: 180 mm
- Passo Fundo: 178,6 mm
A força do acumulado continuou expressiva nas horas seguintes. Em um intervalo de apenas 12 horas, municípios como Marcelino Ramos (138 mm), Paim Filho (128,2 mm) e Getúlio Vargas (119,4 mm) também enfrentaram forte volume de água.
Alerta emitido via celular: O avanço das instabilidades sobre as nascentes dos rios Guaporé, Carreiro e da Prata — na região de Marau e Nova Prata — fez os acumulados superarem 170 mm em poucas horas. Diante do risco iminente, a Defesa Civil acionou o sistema de alertas em telefones celulares para moradores de 37 municípios.
Efeito cascata e elevação do Rio Taquari
A principal preocupação das autoridades agora se concentra no Rio Taquari. Como a água que cai na região das nascentes escoa diretamente para os afluentes do Taquari, a tendência é de que o nível do rio suba drasticamente, criando um cenário de cheia severa.
Monitored pelo Centro de Monitoramento da Defesa Civil (CMDEC), o nível do rio começou a subir de forma acentuada e a expectativa é de agravamento do quadro de inundação.
Risco de deslizamentos de terra
Além da subida das águas, a saturação do solo acendeu o sinal de alerta para a ocorrência de deslizamentos pontuais, especialmente em Cruzeiro do Sul.
A Defesa Civil pede que a população que reside em áreas de encosta fique atenta aos sinais que antecedem o colapso do terreno, tais como:
- Estalos, barulhos ou vibrações incomuns em pisos, paredes e telhados;
- Inclinação de postes, muros, cercas ou árvores;
- Aparecimento de novas fendas, trincas ou rachaduras no solo.
Ao identificar qualquer uma dessas anormalidades, a orientação é abandonar o imóvel imediatamente, alertar os vizinhos e acionar as forças de resgate através dos telefones 190 (Polícia Militar) ou 193 (Corpo de Bombeiros).