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Em meio às articulações para a sucessão presidencial de 2026, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deu sinais ao Partido Liberal (PL) de que está disposta a conversar com seu enteado e pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL). No entanto, a reaproximação entre os dois ainda enfrenta fortes ruídos políticos e familiares.
Apesar da sinalização de abertura ao diálogo apresentada aos dirigentes da legenda, Michelle indicou que não comparecerá à convenção nacional do partido, marcada para este sábado (25).
Mágua familiar e exigências de retratação
O entrave principal para a participação ativa de Michelle na corrida presidencial de Flávio envolve desentendimentos públicos recentes. Nos bastidores, interlocutores indicam que a ex-primeira-dama considera o pedido de desculpas feito por Flávio insuficiente. Michelle espera que o próprio pré-candidato a procure diretamente para alinhar os termos de um eventual apoio.
O racha no clã Bolsonaro segue visível nas redes sociais: Michelle mantém publicado em seu perfil oficial no Instagram um vídeo com duras críticas a Flávio, evidenciando que a pacificação interna ainda está longe de ser selada.
Foco no Senado e nas candidaturas femininas
Apesar do clima de incerteza quanto à campanha presidencial, Michelle garantiu ao PL que seus próprios planos eleitorais seguem firmes. A ex-primeira-dama confirmou que:
- Disputará o Senado Federal pelo Distrito Federal;
- Liderará a formação de bancadas, atuando diretamente para impulsionar candidaturas femininas de direita pelo país.
O peso do apoio na busca por alianças
A participação de Michelle é vista como peça-chave pela cúpula do PL para destravar apoios estratégicos. Após o PP e o União Brasil decidirem pela neutralidade no primeiro turno, o comando da campanha de Flávio Bolsonaro direcionou esforços para atrair legendas como o Republicanos e o Podemos.
Atualmente, o Republicanos tende a seguir pelo caminho da neutralidade. No entanto, caciques partidários avaliam que um pedido direto de Michelle poderia mudar o rumo da sigla, dado o seu forte apelo e trânsito junto às lideranças do movimento evangélico.