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Prefeitura de Sarandi rompe contrato com empresa de coleta de lixo após falhas na prestação do serviço

Foto: Ilustrativa/Prefeitura de Sarandi

A Prefeitura de Sarandi anunciou oficialmente o rompimento do contrato com a empresa Costa Oeste, que era responsável pela coleta e pelo transporte dos resíduos sólidos no município. A decisão foi tomada após uma série de irregularidades operacionais e reclamações generalizadas da população.

Em entrevista concedida à CBN Maringá, o prefeito Carlos de Paula justificou a medida drástica apontando o descumprimento de cláusulas contratuais essenciais. De acordo com o chefe do executivo, a frota estipulada em contrato deveria contar com nove caminhões, mas a empresa operava com apenas cinco veículos.

“A empresa estava prestando um péssimo serviço, vou ser sincero. Nunca tinha acontecido isso na história de Sarandi. Essa empresa, no final do ano, deu um transtorno muito grande na cidade. Os funcionários de greve, não se tinha EPI. Algumas casas eram recolhidas, outras não. Uma reclamação generalizada”, destacou o prefeito.

Prejuízos e processo administrativo

Além dos transtornos enfrentados pelos moradores, o prefeito enfatizou o peso financeiro do serviço para os cidadãos, ressaltando que o custo da coleta e da destinação correta dos resíduos no município é elevado e exige eficiência proporcional.

Diante do cenário, a administração municipal instaurou um processo administrativo para apurar as responsabilidades da Costa Oeste. A prefeitura informou que pretende buscar a reparação financeira por meio da devolução de valores pagos por serviços não executados adequadamente.

Apesar de reconhecer a possibilidade de judicialização por parte da empresa — dado o porte corporativo e a atuação de sua equipe jurídica —, a gestão municipal demonstra confiança na legalidade do ato. “Ele vai explicar esse mistério [de operar com menos veículos do que o exigido], não é verdade?”, ironizou De Paula.

Próximos passos e transição na coleta

Para evitar desabastecimento ou interrupção prolongada no serviço de limpeza urbana, a Prefeitura de Sarandi já acionou a segunda colocada no processo licitatório, uma empresa sediada em outro estado. A expectativa da Secretaria de Meio Ambiente é obter uma resposta formal.

Caso a segunda colocada recuse a convocação, a administração seguirá rigorosamente a ordem da licitação, chamando as empresas subsequentes. Entre as alternativas citadas pelo prefeito está a Sanetran (quarta colocada), empresa que já prestou serviços no município no passado sem registro de grandes problemas operacionais.

A prefeitura reforçou que todo o trâmite está sendo conduzido sob estrito rigor legal para blindar o contrato público de futuras contestações. A estimativa da gestão é que, caso ocorra qualquer paralisação temporária na coleta durante a transição, a normalidade do serviço seja restabelecida em um prazo de até dois dias.

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