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Anvisa aprova cinco novos medicamentos injetáveis com semaglutida para ampliar opções de tratamento

Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta quarta-feira, 29, o registro de cinco novas opções de tratamento injetável à base de semaglutida, princípio ativo amplamente conhecido por seu uso no controle do diabetes tipo 2 e no auxílio ao emagrecimento.

As aprovações foram publicadas oficialmente no Diário Oficial da União (DOU) e contemplam os seguintes produtos:

  • Orsema (fabricado pela Ranbaxy)
  • Owozy (fabricado pela Ávita Care)
  • Seemasun (fabricado pela Sun Pharma)
  • Semavy (fabricado pela Cosmed)
  • Zempneo (fabricado pela Brainfarma)

Foco no tratamento e diretrizes de uso

De acordo com as diretrizes informadas pela agência reguladora, os novos dispositivos foram aprovados com base na comparação com o medicamento de referência Ozempic. A indicação principal é voltada para adultos com diabetes mellitus tipo 2 que apresentam quadro insuficientemente controlado.

“Os novos dispositivos injetáveis foram autorizados para uso complementar à dieta e exercícios, quando o uso de metformina é considerado inapropriado devido a intolerância do paciente ou contraindicações”, destacou a Anvisa em nota oficial.

Os produtos chegam ao mercado sob a modalidade regulatória de desenvolvimento abreviado — categoria destinada a compostos que utilizam um ingrediente farmacêutico ativo (IFA) já consolidado no mercado, permitindo o aproveitamento de evidências científicas prévias, desde que a segurança, eficácia e qualidade sejam rigorosamente comprovadas pelas fabricantes.

Todas as apresentações aprovadas consistem em soluções injetáveis para aplicação subcutânea, comercializadas em conjuntos que incluem a caneta aplicadora e as respectivas agulhas.

Ampliação do acesso e priorização

A liberação dos novos fármacos faz parte de uma estratégia adotada pela Anvisa desde agosto do ano passado, quando a agência passou a priorizar a análise de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida.

A medida atende a uma demanda do Ministério da Saúde com o objetivo principal de fortalecer o abastecimento do mercado nacional e ampliar o leque de opções terapêuticas disponíveis para pacientes e profissionais de saúde no país.

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