
Foto: Reprodução
Um relatório do Programa Mundial de Alimentos (PMA), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), aponta que um El Niño de forte intensidade poderá agravar a insegurança alimentar em diversas partes do mundo, colocando quase 49 milhões de pessoas a mais em situação de fome aguda até o fim de 2027.
Segundo o estudo, existe 81% de probabilidade de que o atual fenômeno alcance a categoria de El Niño muito forte, podendo se tornar o mais intenso desde 1950. O aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico altera os padrões climáticos globais, provocando secas prolongadas em algumas regiões e chuvas excessivas em outras.
A projeção do PMA considera 45 países considerados altamente vulneráveis aos impactos do fenômeno. Caso o cenário se confirme, o número de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda poderá chegar a 274 milhões, um aumento de cerca de 22% em relação aos níveis atuais.
As regiões que devem sofrer os maiores impactos são a América Central, a África Austral, além de áreas da América do Sul e do Caribe, onde a combinação entre eventos climáticos extremos e dificuldades econômicas pode comprometer a produção de alimentos e elevar os preços.
Especialistas alertam que, apesar de o abastecimento global de alimentos estar relativamente estável após boas colheitas em 2025, fatores como conflitos internacionais e perdas agrícolas provocadas pelo clima podem pressionar os preços e dificultar ainda mais o acesso aos alimentos para milhões de famílias vulneráveis.
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