
Foto: Wikimedia Commons
O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, em meio a uma grave crise financeira. A empresa registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026 e já havia anunciado o fechamento de 298 lojas como parte de um processo de reestruturação.
O pedido de recuperação judicial foi protocolado na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e envolve dez empresas do grupo. A companhia declarou dívidas de aproximadamente R$ 17,3 bilhões, sendo a maior parte com credores sem garantia.
A crise também provocou uma redução significativa na estrutura da empresa. Cerca de 298 lojas foram fechadas, enquanto aproximadamente 1,9 mil funcionários foram demitidos durante a recente reestruturação. A companhia, no entanto, avalia que os cortes podem chegar a cerca de 3 mil trabalhadores.
Apesar do prejuízo de R$ 10,1 bilhões, a empresa informou que grande parte desse resultado foi provocada por efeitos contábeis não recorrentes, estimados em R$ 9,1 bilhões, que não representam saída de dinheiro do caixa naquele trimestre. Sem esses efeitos, o prejuízo ajustado ficou em cerca de R$ 978 milhões.
Segundo a companhia, entre os fatores que contribuíram para o agravamento da situação estão os juros elevados, restrição ao crédito, aumento dos custos financeiros, pressão sobre o consumo e dificuldades de capital de giro.
Com a recuperação judicial, a Casas Bahia pretende reorganizar suas obrigações, renegociar e alongar dívidas e preservar as atividades da empresa. A companhia afirma que pretende manter suas operações e o atendimento aos consumidores durante o processo.
A recuperação judicial é um mecanismo utilizado por empresas em dificuldades financeiras para tentar renegociar suas dívidas e evitar a falência, permitindo a continuidade das atividades enquanto um plano de recuperação é analisado e negociado com os credores.
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