
A Justiça condenou o médico ginecologista Hilton José Pereira Cardim a 20 anos e dois meses de prisão, em regime inicial fechado, por cinco crimes de violação sexual mediante fraude cometidos contra pacientes em Maringá.
Segundo a sentença, os crimes ocorreram entre 2017 e 2023. Conforme apontado no processo, o médico teria utilizado exames como justificativa para se aproximar das pacientes e praticar atos de natureza sexual sem o consentimento delas.
As investigações reuniram relatos de diversas mulheres. Ao todo, 30 vítimas foram ouvidas durante a apuração. Em parte dos casos, porém, não houve elementos suficientes para uma condenação, enquanto outros registros foram atingidos pela prescrição.
Além da pena de prisão, a decisão determinou a perda do cargo público que o médico ocupava como professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e o pagamento de R$ 10 mil de indenização para cada uma das cinco vítimas consideradas no processo.
A condenação é de primeira instância, e ainda cabe recurso. Conforme informações sobre a decisão, o médico poderá recorrer em liberdade neste momento.
O caso ganhou repercussão em Maringá após a investigação apontar que a relação de confiança estabelecida entre o profissional e as pacientes teria sido utilizada para a prática dos crimes.
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