
A mulher que morava com Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido como “Dog Dog” ou “Sagaz”, prestou depoimento à Polícia Civil após a operação que terminou com a morte do suspeito, na manhã da última sexta-feira (21), em Mandaguari, na região de Maringá.
Segundo o depoimento, a mulher, que conhecia Clayton havia vários anos, afirmou que ele estava na residência havia aproximadamente uma semana. Ela também declarou aos investigadores que nunca havia visto uma arma dentro da casa e que, pelo que sabia, a intenção dele era se entregar às autoridades.
Suspeito fugiu durante operação
A mulher estava na residência quando os policiais chegaram para localizar Clayton. Durante a abordagem, porém, o suspeito fugiu pelos fundos do imóvel, entrou em uma casa vizinha e fez um morador refém.
De acordo com o morador, Clayton teria entrado na residência, ido até a pia e pegado um garfo, com o qual teria ameaçado atacá-lo.
Na sequência, o suspeito acabou morto a tiros durante a ação policial.
Defesa afirma que mulher não sabia sobre objetos encontrados
A defesa da mulher afirmou que os fatos ainda estão sendo apurados e negou que ela tivesse conhecimento sobre os objetos encontrados durante a diligência.
Os advogados sustentam que a presença dela no imóvel não significa que tivesse posse ou domínio sobre os objetos relacionados ao suspeito. A defesa também destacou que ela exercerá o direito de defesa e que deve ser respeitada a presunção de inocência.
“Dog Dog” era procurado pela polícia
Clayton, de 39 anos, era considerado foragido desde abril e vinha sendo procurado pela Polícia Civil. Ele era apontado como principal suspeito no desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos.
As duas jovens foram vistas pela última vez na madrugada de 21 de abril, em uma boate de Paranavaí. Clayton estaria com elas no último registro conhecido. A principal linha de investigação da Polícia Civil é de que as jovens tenham sido vítimas de um duplo homicídio.
Além disso, Clayton possuía um mandado de prisão relacionado a um roubo cometido em 2023, em Apucarana.
Segundo suspeito foi preso
A operação também resultou na prisão de um segundo homem suspeito de envolvimento no desaparecimento das primas. Ele foi localizado e preso em Umuarama na mesma manhã.
Até a publicação da reportagem, a Polícia Civil ainda não havia divulgado a identidade do homem nem esclarecido qual teria sido sua participação no caso.
As investigações continuam para esclarecer o desaparecimento e a possível morte das duas jovens.
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