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Super El Niño ganha força e pode atingir pico máximo entre outubro e dezembro

Foto: Nasa


O fenômeno climático conhecido como Super El Niño continua ganhando intensidade no Oceano Pacífico Equatorial e as projeções mais recentes indicam que o período de maior força deve ocorrer entre a primavera e o início do verão de 2026/2027.

De acordo com as previsões analisadas pelo Simepar, há mais de 90% de probabilidade de o fenômeno alcançar a categoria de intensidade muito forte, com temperaturas da superfície do mar pelo menos 2°C acima da média climatológica.

Pico deve ocorrer no fim de 2026

A expectativa é que o El Niño atinja seu auge principalmente entre outubro, novembro e dezembro. O fenômeno poderá estar entre os mais intensos já registrados desde o início das medições modernas, embora ainda não seja possível afirmar que será o mais forte da história.

Segundo especialistas, essa confirmação só poderá ser feita depois que os dados observados durante o episódio forem analisados.

O fenômeno já apresenta sinais de forte aquecimento. Em julho, uma das principais áreas utilizadas para monitorar o El Niño registrou temperatura da superfície do mar 1,4°C acima da média climatológica, enquanto o aquecimento também avançou para outras áreas do Pacífico Equatorial.

Paraná deve ter mais chuva e temporais

O Paraná está entre os estados que podem sentir efeitos importantes do fenômeno nos próximos meses.

As projeções indicam chuvas acima da média em todas as regiões do Estado até dezembro, com possibilidade de maior frequência de episódios de tempo severo.

Entre os eventos que podem ocorrer estão tempestades fortes, chuvas intensas, alagamentos, enxurradas e outros transtornos provocados pelo excesso de precipitação.

O Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Paraná aparecem entre as regiões com expectativa de maiores volumes de chuva durante a primavera e o verão.

Os efeitos do fenômeno, segundo as projeções, podem continuar sendo percebidos até o primeiro trimestre de 2027.

Chuva acima da média já apareceu no inverno

Os sinais da influência do El Niño já foram observados no Paraná durante o inverno.

Dados do Simepar apontaram que, em julho, 41 das 45 estações meteorológicas com mais de cinco anos de funcionamento registraram chuva acima da média histórica.

Em Palmas, por exemplo, foram registrados 311 milímetros de chuva em julho, o maior volume para o mês desde a instalação da estação meteorológica, há 28 anos.

Outras cidades, como Altônia, Cianorte, Cornélio Procópio, Cruzeiro do Iguaçu, Foz do Iguaçu e Ubiratã, também registraram seus maiores acumulados de julho dentro do período de funcionamento de suas respectivas estações.

Fenômeno também pode aumentar o calor

Apesar da previsão de mais chuva no Sul, os efeitos do Super El Niño não serão iguais em todo o Brasil.

A configuração do fenômeno pode favorecer temperaturas acima da média em diferentes regiões, aumentando o risco de ondas de calor e incêndios florestais em áreas mais secas.

No Paraná, a combinação entre maior disponibilidade de umidade e temperaturas elevadas também pode contribuir para condições favoráveis à formação de tempestades.

O El Niño é um fenômeno natural provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial. Esse aquecimento modifica a circulação atmosférica e influencia os padrões de chuva e temperatura em várias partes do planeta.

Com as projeções atuais, o segundo semestre de 2026 e o início de 2027 devem ser acompanhados com atenção pelos órgãos meteorológicos, especialmente no Paraná, onde a expectativa é de chuvas mais frequentes e maior risco de eventos climáticos severos.

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