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Estudante de Medicina é indiciado por homicídio com dolo eventual após arrastar motociclista em Maringá


A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava a morte do motociclista Rodolfo Rodrigo Notario, de 38 anos, e indiciou o estudante de Medicina Victor Hugo Lemos Miguel por homicídio com dolo eventual.

A investigação, conduzida pela Delegacia de Trânsito de Maringá, mudou o enquadramento inicialmente considerado, que tratava o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor e omissão de socorro.

Motociclista ficou preso ao carro após colisão

O acidente aconteceu na noite de 23 de agosto, na Rua Mem de Sá, na Zona 2 de Maringá.

Segundo a Polícia Civil, Victor conduzia um Honda City no mesmo sentido da motocicleta Yamaha Fazer pilotada por Rodolfo quando atingiu violentamente a traseira da moto.

Após a batida, o motorista não teria parado. A motocicleta e o motociclista ficaram presos à parte dianteira do carro, que continuou trafegando por vários metros até Rodolfo cair na pista.

Rodolfo chegou a ser socorrido e permaneceu internado na Santa Casa de Maringá, mas morreu na terça-feira (1º), após uma piora significativa no quadro de saúde.

Polícia aponta sinais de embriaguez

Durante o inquérito, testemunhas relataram que o estudante apresentava sinais visíveis de embriaguez no momento do acidente. Ele também teria se recusado a realizar o teste do bafômetro.

A investigação aponta ainda que o motorista não apresentava condições motoras consideradas mínimas para conduzir o veículo. Ele foi preso em flagrante após o atropelamento.

Imagens de câmeras de segurança ajudaram a Polícia Civil a esclarecer a dinâmica do acidente e, segundo o relatório, mostraram que o carro continuou em movimento mesmo com a motocicleta presa à parte dianteira.

Caso foi enquadrado como dolo eventual

Para a Polícia Civil, o conjunto de elementos indica que o motorista teria assumido o risco de provocar a morte de Rodolfo, característica do chamado dolo eventual.

Com essa conclusão, o estudante foi indiciado com base no artigo 121 do Código Penal.

O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, que deverá analisar as provas e determinar os próximos passos do processo. O indiciamento não representa condenação, cabendo à Justiça avaliar a responsabilidade criminal do investigado.

Até a publicação da reportagem, a defesa de Victor Hugo Lemos Miguel não havia se manifestado.

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