
Um homem de 30 anos foi preso preventivamente em Maringá, na tarde desta quinta-feira (10), suspeito de cometer crimes sexuais contra uma adolescente de 16 anos e duas crianças, de 12 e 9 anos.
A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), após autorização da Justiça. A investigação começou em agosto, depois que a adolescente procurou as autoridades e relatou os supostos abusos.
Adolescente relatou abusos
Segundo o depoimento, a jovem passou a morar com o irmão depois da morte da mãe. Ela afirmou aos investigadores que teria sofrido abuso sexual praticado pelo suspeito quando tinha aproximadamente seis anos.
Ainda conforme o relato, durante o período mais recente de convivência, o homem teria enviado vídeos com conteúdo pornográfico e mensagens de caráter sexual à adolescente. Ela também relatou que teria recebido propostas de vantagens em troca de relações sexuais e afirmou ter sido vítima de outros atos de natureza sexual.
Polícia identificou outras possíveis vítimas
Durante a investigação, os policiais analisaram mensagens apresentadas pela adolescente e encontraram indícios que levaram à identificação de outras duas possíveis vítimas.
São uma menina de 12 anos e o irmão dela, de 9 anos, que moravam nas proximidades do investigado, no mesmo terreno.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito teria aproveitado o acesso facilitado às crianças para praticar atos de natureza sexual em diferentes ocasiões. A investigação também aponta que ele teria apresentado conteúdo pornográfico aos menores e oferecido dinheiro, presentes e outras vantagens.
Mãe das crianças relatou ameaças
A mãe das duas crianças também procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência.
Conforme o relato apresentado às autoridades, ela teria sido ameaçada pelo investigado e pelo irmão dele depois de questionar o suspeito sobre os fatos.
O homem permanece preso e está à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer completamente o caso e verificar a existência de outras possíveis condutas criminosas.
Segundo a PCPR, os fatos investigados podem, em tese, configurar crimes como importunação sexual, estupro de vulnerável e exploração sexual de criança ou adolescente. As acusações ainda serão apuradas no decorrer do processo.
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