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Laudo do IML aponta 14 golpes de faca em médica assassinada em Maringá


O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) de Maringá apontou que a médica Gassí Paola Mazia, de 37 anos, foi morta com 14 golpes de faca. O crime aconteceu no último sábado (5), dentro do apartamento onde ela morava, na Zona 2, em Maringá.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (11) pela delegada Paloma Batista, responsável pela investigação, em entrevista à RIC TV Maringá.

Segundo a delegada, os principais ferimentos estavam concentrados na região cervical e nas costas, além de lesões nos punhos e no pescoço. Para a Polícia Civil, as marcas encontradas também indicam que a vítima pode ter sido esganada.

Suspeito ainda não prestou depoimento

O principal suspeito do crime é o advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, ex-companheiro da médica.

Ele recebeu alta do Hospital Universitário de Maringá na quinta-feira (10), depois de ter sido encontrado ferido em Mandaguari, e foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Maringá.

Até o momento, porém, o suspeito ainda não foi ouvido formalmente pela polícia. A defesa apresentou um boletim médico informando que ele não teria condições de prestar depoimento.

A investigação trata o caso como feminicídio e abandono de incapaz, já que o filho do casal, um bebê de oito meses, teria sido deixado sozinho no imóvel após o crime.

Relacionamento era considerado conturbado

De acordo com a delegada Paloma Batista, familiares dos dois relataram que o relacionamento era marcado por conflitos e ciúmes.

Segundo os depoimentos, o casal estava separado desde maio, mas tentava reatar a relação. A polícia informou que os familiares apontaram principalmente ciúmes por parte do suspeito como uma característica do relacionamento.

Moradores do condomínio, por outro lado, afirmaram às autoridades que não ouviram discussões ou pedidos de socorro no período em que o crime teria ocorrido.

Suspeito foi encontrado ferido em Mandaguari

Cerca de uma hora e meia após o crime, João Vitor foi localizado em Mandaguari com diversos ferimentos provocados por faca. Informações iniciais apontavam aproximadamente 17 lesões.

As circunstâncias em que esses ferimentos foram provocados ainda estão sendo investigadas. Após ser localizado, o advogado teria confessado o crime, segundo as informações apuradas pela polícia.

Ele foi preso e permaneceu internado no Hospital Universitário de Maringá sob escolta policial até receber alta.

O veículo utilizado pelo suspeito para deixar Maringá e seguir até Mandaguari foi apreendido e deverá passar por perícia.

OAB suspendeu registro do advogado

Após tomar conhecimento do caso, a OAB Maringá encaminhou a situação à OAB Paraná. A presidência da seccional determinou a suspensão cautelar do registro profissional do advogado e encaminhou o processo ao Tribunal de Ética e Disciplina.

A entidade destacou que a medida tem caráter cautelar e não representa uma condenação definitiva, sendo assegurados ao profissional o direito à ampla defesa e ao contraditório.

A Polícia Civil continua investigando o feminicídio para esclarecer todas as circunstâncias do crime.

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