
Fenômeno deve atingir maior intensidade entre novembro de 2026 e janeiro de 2027; Oeste, Sudoeste e Centro-Sul estão entre as regiões de maior atenção
O El Niño deve ganhar ainda mais força nos próximos meses e atingir seu pico máximo entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, segundo atualização do Simepar. As projeções indicam que a temperatura das águas do Pacífico Equatorial poderá chegar a 2,9°C acima da média, configurando um episódio excepcionalmente intenso.
Paraná pode ter chuva acima da média
Para o Paraná, a principal preocupação é o aumento das chuvas durante a primavera e o verão. O Simepar aponta tendência de precipitações acima da média em todas as regiões do Estado, com possibilidade de grandes volumes concentrados em períodos curtos.
As regiões que aparecem com maior possibilidade de desvios positivos de chuva são:
- Oeste
- Sudoeste
- Centro-Sul
Também há previsão de aumento das precipitações em outras áreas do Paraná, incluindo o Norte e o Noroeste.
Risco de temporais, granizo e alagamentos
A combinação do El Niño muito forte com outros sistemas meteorológicos pode favorecer episódios de chuva intensa, tempestades, granizo, grande quantidade de raios, rajadas de vento, enxurradas e alagamentos.
A sequência de períodos chuvosos também pode deixar o solo saturado, aumentando o risco de deslizamentos e movimentos de massa em áreas vulneráveis.
O fenômeno, porém, não significa que haverá chuva forte todos os dias. O El Niño altera padrões climáticos de longo prazo, enquanto a ocorrência de temporais específicos depende da atuação de frentes frias, áreas de baixa pressão e outros sistemas atmosféricos.
Paraná já registra excesso de chuva
Os efeitos do padrão mais chuvoso já aparecem nos registros do Simepar. Em agosto, apenas três das 47 estações meteorológicas analisadas registraram chuva abaixo da média: Cianorte, Maringá e Apucarana.
Algumas localidades tiveram o agosto mais chuvoso de suas séries históricas, como Fazenda Rio Grande, Laranjeiras do Sul e o distrito de Horizonte, em Palmas.
Em julho, Palmas registrou 311 milímetros de chuva, o maior volume para o mês desde a instalação da estação meteorológica, há 28 anos.
Fenômeno pode continuar até 2027
A expectativa é de que o El Niño permaneça influenciando o clima até os primeiros meses de 2027. A previsão reforça a necessidade de acompanhamento constante das condições meteorológicas, principalmente durante a primavera e o verão.
Para o Paraná, os próximos meses devem exigir atenção especial diante da possibilidade de chuvas acima da média e maior ocorrência de eventos severos.
Fonte: GMC Online / Simepar
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