
A história de Dagoberto Navarro ganha destaque durante o Setembro Verde, campanha dedicada à conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. Em Marialva, a trajetória do atleta, empresário e rotariano se tornou um exemplo de como um transplante pode transformar vidas.
Em 2007, durante um exame de rotina, Dagoberto descobriu alterações na urina. Após realizar uma biópsia, recebeu o diagnóstico de uma doença autoimune que comprometeria o funcionamento dos rins. A orientação médica já apontava para a possibilidade de um transplante no futuro.
Ao lado da esposa, Maria de Lurdes Navarro, ele mudou hábitos, passou a cuidar ainda mais da alimentação e buscou alternativas para prolongar sua condição de vida. O período inicialmente estimado pelos médicos em cerca de três anos acabou chegando a sete, até que os rins deixaram de funcionar.
A partir daí, Dagoberto iniciou o tratamento de hemodiálise. Três vezes por semana, precisava viajar até Maringá e permanecer durante horas conectado a uma máquina para manter o organismo funcionando.
Mesmo diante da rotina difícil, ele manteve a esperança. Seu nome foi incluído na lista de transplantes em Joinville, Santa Catarina. Em 4 de março de 2015, finalmente recebeu um novo rim.
Uma experiência que virou conscientização
O transplante mudou a vida de Dagoberto e também a forma como ele passou a enxergar sua própria trajetória. Depois da experiência, ele e Maria de Lurdes decidiram transformar a história vivida em uma oportunidade para conscientizar outras pessoas sobre a importância da doação.
Com participação junto ao Rotary, Dagoberto ajudou na iniciativa que resultou na Lei Municipal nº 2.069/2016, responsável por instituir o Setembro Verde em Marialva como período de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos.
A legislação passou a incentivar a realização de palestras, campanhas e outras ações voltadas à informação da população sobre o tema.
Informação também pode salvar vidas
Um dos principais objetivos do Setembro Verde é mostrar que a decisão de ser doador pode começar dentro de casa, por meio de uma conversa com familiares.
A manifestação de vontade é importante, mas a autorização da família é fundamental para que a doação de órgãos após a morte possa ocorrer.
Também existem situações em que a doação pode ser realizada em vida, desde que sejam atendidos os critérios médicos e legais previstos para cada caso.
Para Dagoberto, a experiência do transplante mostrou na prática que a doação pode significar a continuidade da vida e também inspirar novas ações em benefício de outras pessoas.
“Doação é reconhecer que a vida sempre pode continuar.”
Palestra acontece nesta quinta-feira em Marialva
Como parte da programação do Setembro Verde, Marialva recebe nesta quinta-feira, 17 de setembro, uma palestra sobre doação de órgãos com profissionais da Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Maringá.
O encontro será conduzido por Marcela Battilani, psicóloga da OPO Maringá, e Patrícia Micarelli, também integrante da organização.
📅 17 de setembro (quinta-feira)
⏰ 19h30
📍 Câmara Municipal de Marialva
A iniciativa pretende ampliar o acesso à informação e incentivar a população a conversar sobre a doação de órgãos, um assunto que muitas vezes só entra em pauta quando uma família enfrenta diretamente a necessidade de um transplante.
Mais do que falar sobre doação, o Setembro Verde propõe uma reflexão sobre a possibilidade de transformar uma decisão em esperança para quem aguarda por um transplante.
Informar-se, conversar com a família e deixar clara a própria vontade são atitudes que podem fazer a diferença na vida de outras pessoas.
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