
Promotores afirmam que há imagens de câmeras de segurança e destacam preocupação com a preservação da privacidade do filho da vítima
O Ministério Público do Paraná (MPPR) detalhou nesta quarta-feira (30) os próximos passos do processo contra o advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, denunciado pela morte da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, em Maringá.
O acusado também responde pela acusação de abandono do filho do casal, de oito meses, que teria sido deixado sozinho no apartamento após a morte da mãe. João Vitor permanece preso.
Investigação reuniu imagens de câmeras de segurança
Durante entrevista no Fórum de Maringá, os promotores Júlio Cesar da Silva e Edson Aparecido Cemensati falaram sobre as provas reunidas durante a investigação.
Segundo o promotor Júlio Cesar da Silva, imagens de câmeras de segurança do edifício mostram o acusado deixando o local com o carro da vítima. A investigação também aponta que ele teria trocado de roupa antes de sair do apartamento, deixado o bebê no imóvel e seguido para Mandaguari, onde foi preso na casa de um familiar.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público será analisada pela Justiça, que dará sequência ao processo conforme as etapas previstas na legislação.
MP destaca proteção ao bebê
Um dos principais pontos abordados pelos promotores foi a necessidade de preservar a identidade e a privacidade do filho da vítima.
Júlio Cesar da Silva afirmou que a criança, ainda com oito meses, precisa ser protegida da exposição causada pela repercussão do caso. Segundo o promotor, a intenção é garantir que o menino cresça cercado pelos familiares e tenha acesso às melhores lembranças e informações sobre a mãe.
O Ministério Público também destacou que, conforme informações obtidas durante o caso, Gassi Paola era considerada uma mãe presente e protetora.
Acusado continua preso
João Vitor permanece preso preventivamente. A acusação apresentada pelo Ministério Público aponta o advogado como responsável pela morte da médica e pelo abandono do bebê.
Como o processo ainda está em andamento, o acusado não foi condenado e tem direito à defesa e ao devido processo legal.
Fonte: GMC Online / CBN Maringá.
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