
Senador paranaense defende uma mudança gradual na jornada de trabalho e questiona o prazo de adaptação previsto na proposta
O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) criticou a forma como está sendo conduzida no Senado a discussão sobre o fim da escala 6×1. Em entrevista à CBN Maringá nesta quarta-feira (7), ele afirmou ser favorável à redução da jornada de trabalho, mas defendeu que a mudança seja feita de maneira gradual.
A PEC 221/2019, em discussão no Senado, prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, além de dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial. A proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e está em discussão no Plenário.
Senador questiona velocidade da mudança
Oriovisto afirmou que não é contrário a que os trabalhadores tenham mais tempo de descanso, mas considera que a transição precisa levar em conta as características de diferentes setores da economia.
Segundo o senador, segmentos como hospitais, escolas particulares, imprensa e atividades agropecuárias terão que reorganizar suas equipes para garantir o funcionamento durante toda a semana.
Ele também criticou o prazo de adaptação previsto no texto em discussão e afirmou que um período curto poderia gerar dificuldades para empresas e trabalhadores.
Possível impacto nos preços
Um dos argumentos apresentados por Oriovisto é que a redução da jornada, mantendo os salários, poderia elevar os custos de mão de obra em determinados setores.
Na avaliação do senador, as empresas teriam que contratar mais funcionários ou pagar horas extras para manter a produção e o funcionamento, o que poderia aumentar os custos e, em alguns casos, resultar em repasses aos preços.
Essa é uma avaliação apresentada pelo parlamentar sobre os possíveis efeitos econômicos da medida, e não uma previsão oficial de aumento de preços.
PEC prevê 40 horas semanais
De acordo com a proposta atualmente em discussão, a jornada máxima semanal passaria de 44 para 40 horas, com limite de oito horas diárias. O texto também prevê dois dias de descanso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos.
A proposta estabelece ainda uma transição para a nova jornada. O debate no Senado continua antes das votações em primeiro e segundo turnos.
Oriovisto afirmou que apresentou emendas durante a tramitação e defendeu que os parlamentares tenham mais tempo para analisar os impactos da mudança antes de uma eventual aprovação.
Fonte: GMC Online / Agência Senado
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