
Estudantes e familiares realizaram uma manifestação na terça-feira (20) em frente ao Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, no norte do Paraná, após a descoberta de câmeras instaladas nos banheiros da instituição. O caso levantou questionamentos sobre a privacidade dos alunos e passou a ser investigado pela Polícia Civil.
Segundo relatos de estudantes, um dos equipamentos estava escondido atrás de uma cobertura plástica no banheiro feminino. As alunas afirmaram que o dispositivo estaria no local há cerca de três anos e que, quando questionaram anteriormente sobre sua presença, teriam recebido a informação de que se tratava de um sensor de fumaça.
A situação veio à tona depois que uma estudante verificou o equipamento e identificou uma câmera. Imagens do sistema de monitoramento também circularam entre alunos e responsáveis, aumentando a preocupação com a possibilidade de captação de imagens em um ambiente reservado.
O que diz a direção da escola
Em comunicado, a direção do colégio afirmou que as câmeras estavam direcionadas às portas de entrada dos banheiros masculino e feminino e que, segundo a instituição, não registravam as áreas destinadas às necessidades fisiológicas dos estudantes. A justificativa apresentada foi de que os equipamentos tinham como finalidade monitorar os acessos e contribuir para a segurança escolar.
A direção também informou que um estudante teria acessado sem autorização a sala de monitoramento e o computador utilizado pela equipe. A instituição declarou que as circunstâncias do acesso e da divulgação das imagens serão apuradas.
Secretaria acompanha o caso
A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) informou que os equipamentos foram retirados e que, conforme as informações repassadas pela escola, não havia imagens armazenadas. A pasta também determinou a verificação da situação por equipes responsáveis pela supervisão da unidade.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para esclarecer as circunstâncias da instalação dos dispositivos e os demais fatos relacionados ao caso. A apuração deverá considerar os relatos dos estudantes e as informações apresentadas pela direção.
O episódio reacendeu o debate sobre os limites do monitoramento em instituições de ensino e a necessidade de garantir a segurança escolar sem comprometer a privacidade e a dignidade dos alunos.
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