
Paraná registrou 268 denúncias e aparece entre os cinco estados com maior número de relatos. Todos os casos estão sujeitos à análise e à apuração dos órgãos responsáveis.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho entre quarta-feira (28) e sexta-feira (30) de outubro. Os registros foram feitos nos três primeiros dias de funcionamento de um canal específico para esse tipo de ocorrência.
Os relatos estão sob análise da Auditoria Fiscal do Trabalho, responsável por avaliar as informações e verificar possíveis irregularidades. O registro de uma denúncia, por si só, não significa que o assédio tenha sido comprovado.
Paraná soma 268 denúncias
O Paraná aparece entre os estados com maior número de registros, com 268 denúncias. O estado ocupa a quarta posição no levantamento nacional, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Confira os cinco estados com mais denúncias:
- São Paulo: 1.325;
- Rio de Janeiro: 354;
- Minas Gerais: 345;
- Paraná: 268;
- Santa Catarina: 259.
A Região Sudeste concentra a maior parcela dos registros, com 2.087 denúncias, o equivalente a 48,5% do total. O Sul aparece na sequência regional, com 757 relatos.
O que é assédio eleitoral no trabalho?
O assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou superiores hierárquicos pressionam, ameaçam ou constrangem trabalhadores para influenciar suas escolhas políticas ou seu voto.
A prática também pode envolver discriminação, perseguição ou demissão motivada pela preferência política do funcionário. Caso uma irregularidade seja comprovada, podem ser adotadas medidas administrativas e judiciais, conforme a situação.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reforçou que a liberdade de escolha política dos trabalhadores deve ser respeitada e que empregadores não podem utilizar sua posição para interferir no voto dos funcionários.
Denúncias podem ser feitas pela internet
Trabalhadores que sofrerem ou presenciarem situações de assédio eleitoral podem registrar denúncias nos canais oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego e do Ministério Público do Trabalho.
As manifestações são encaminhadas aos órgãos competentes para análise. É importante apresentar o máximo possível de informações sobre o ocorrido, para auxiliar na apuração dos fatos.
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